segunda-feira, 9 de maio de 2011

Papel eletrônico - uma nova etapa no ramo dos computadores flexíveis

Muitos dizem que num futuro não muito distante o papel deixará de existir, devido ao avanço tecnológico que vem trazendo num curto espaço de tempo uma infinidade de novidades. Uma dessas novidades é o PaperPhone, criado por Roel Vertegaal, que garante que sua invenção representa o futuro e poderá substituir outros telemóveis num período de 5 a 10 anos.


(Fonte: sempretops)

A tecnologia utilizada para tal feito é mais conhecida como papel eletrônico e foi com ela que Vertegaal e seus colegas da Universidade Queens, na Grã-Bretanha, construíram um pequeno computador, com funções semelhantes à de um smarphone, podendo fazer chamadas, ler documentos e aceder a ficheiros multimidia.


(Fonte: gizmodo)

O pesquisador afirma ainda que seu protótipo é melhor descrito como um iPhone flexível. O invento será apresentado durante a conferência Computer Human Interaction, em Vancouver, no Canadá, no próximo dia 10 de Maio. Segundo Vertegaal "este computador se parece, se comporta e é operado como uma pequena folha de papel interativo. Você interage com ele dobrando-o na forma de um telefone celular, inclinando seus cantos para virar as páginas, ou escrevendo sobre ele com uma caneta".


(Fonte: androidgod)

A tela possui 9,5 centímetros na diagonal - 4 polegadas - e é fruto da chamada eletrônica orgânica, feita com a tecnologia de filme fino. As primeiras telas flexíveis e de enrolar chegaram ao mercado em 2007 e embora os primeiros circuitos integrados flexíveis já estejam em testes de laboratório, eles ainda não são capazes de sustentar todo o funcionamento de um computador, ou mesmo de um smartphone.


(Fonte: freakingnews)

Por essa razão, o que o pesquisador chama de um "iPhone flexível" seria na verdade mais um protótipo que demonstra um conceito de interface, que poderia ser chamado de "navegação por dobradura", em lugar das muito mais confortáveis e responsivas telas sensíveis do toque - as opções são acionados dobrando-se a tela inteira para baixo ou para cima.


(Fonte: wingsofjustice)

Um conceito interessante, que sofre das dificuldades próprias dos protótipos - o circuito ainda não é tão flexível quanto se poderia esperar. Além disso, o aparelho está mais para um computador rígido com uma tela semi-flexível anexa.

Durante a apresentação, está programada também a demonstração de um "computador semelhante a um relógio de pulso", segundo Vertegaal, chamado Snaplet.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ling-chi - Parte II - Relatos sobre as execuções de corte lento

Imperadores confucionistas que não tinham controle legal em seu poder, ordenaram métodos similares e menos cruéis que o Ling-chi em seu regime. De acordo com Qin Er Shi e durante a primeira dinastia Han, vários tipos de tortura foram aplicados a seus funcionários. Liu Ziye, por exemplo, matou funcionários inocentes. Gao Yang matou seis pessoas. An Lushan matou um homem.

Heshen (Fonte: executedtoday)

O Ling-chi também era conhecido no período das Cinco Dinastias (907-960) e Gaozu, da última dinastia Jin, a aboliu. Esta pena apareceu pela primeira vez nos códigos de lei da dinastia Liao e foi usado com alguma frequência. O Imperador Tianzuo, de Liao, era um dos que frequentemente executava as pessoas desta maneira durante seu governo. Logo essa punição tornou-se difundida na dinastia Song, do imperador Renzong e do imperador Shenzong. Alguns funcionários muitas vezes também usavam o corte lento para torturar os rebeldes e esse castigo permaneceu no código de lei da Dinastia Qing para pessoas condenadas por alta traição e outros crimes graves. Após um tempo o Ling-chi foi abolido como resultado da revisão de 1905 do código penal chinês Shen Jiaben. Os relatórios dos juristas da dinastia Qing, mostravam que no Shen Jiaben a forma regular para que um carrasco executasse esta pena não era especificada em pormenor no Código Penal. Os chineses não estavam sozinhos na realização de castigos considerados cruéis e incomuns e a tortura geralmente precisava de permissão do imperador. Enquanto os países ocidentais mudavam seu pensamento com o intuito de abolir punições semelhantes, alguns ocidentais começaram a chamar a atenção para os métodos de execução usados ​​na China. Foi então que, em 1866, um ano depois do último caso de corte lento, Thomas Francis Wade, foi então ao serviço da missão diplomática britânica na China, sem sucesso, pedir a abolição da Ling-chi.

(Fonte: sanmiguelschool)

A primeira proposta para abolir o Ling-chi foi apresentada por Lu You (1125 -1210), em um memorial ao imperador durante a dinastia Song, no sul. Lu You era contra a argumentação elaborada acerca do Ling-chi que foi copiado e transmitido por gerações de estudiosos, entre eles os juristas influentes de todas as dinastias, até o final  da reforma do Shen Jiaben, na dinastia Qing, introduzida em seu memorial em 1905, obtendo eventualmente a abolição. Esta foi a resposta anti-Ling-chi contra as punições cruéis e incomuns (como a exposição da cabeça) que o Tang não tinha incluído na Tabela Canônica das Cinco Punições, que definia claramente as formas legais de punir o crime. Daí a tendência abolicionista estar profundamente enraizada na tradição chinesa legal, ao invés de ser puramente derivada de influências ocidentais.

Relatos acerca do Ling-chi

(Fonte: sanmiguelschool)

Um relato de 1858, de  Harper's Weekly afirmava que o mártir Auguste Chapdelaine foi morto por este método e havia sido decapitado após a morte. Tal descrição foi confirmada mais tarde por outra nota publicada (O povo e a política do extremo Oriente, de 1895), dessa vez por Sir Henry Norman. Este era um escritor e fotógrafo viajante. Norman disse ter testemunhado uma execução por tal método, e deu uma descrição gráfica em seu livro  “O carrasco”, onde descrevia que o condenado tinha um punhado de partes carnudas do seu corpo arrancadas, como coxas e seios, já os membros eram cortados aos poucos nos pulsos e tornozelos, cotovelos e joelhos, ombros e quadris. Finalmente, o condenado era esfaqueado no coração e tinha a cabeça cortada.
Para G.E. Morrison, “An Australian in China, (1895)”, há contestações sobre a metodologia do Ling-chi, pois alguns outros relatos afirmam que a maioria das mutilações do Ling-chi é de fato feita post mortem. Morrison escreveu a sua descrição baseada em um relato por uma testemunha ocular que afirmou: "O prisioneiro é amarrado a uma rude cruz onde ele é invariavelmente posto sob a influência do ópio. O carrasco, em pé diante dele, com uma espada afiada faz duas incisões rápidas acima das sobrancelhas e atrai a parte da pele sobre cada olho, então ele faz duas incisões rápidas no peito, e no momento seguinte, ele perfura o coração, e a morte é instantânea. Então eles cortam o corpo em pedaços e a degradação consiste na exposição a céu aberto das partes do corpo.”
No livro de Tienstin (Tianjin), “China - O Livro do Ano (1927)”, há relatos contemporâneos de lutas em Guangzhou (Cantão) entre o Governo e as forças comunistas de Nanjing. Histórias de várias atrocidades estão relacionadas, incluindo os relatos de Ling-chi. Não há menção de ópio e, nestes casos, parecem ser propaganda do governo.
Um jornalista do The Times (9 de dezembro de 1927), reportou que na cidade de Cantão os sacerdotes cristãos eram alvos constantes de comunistas e certa vez foi anunciado que o padre Wong iria ser publicamente executado pelo processo do corte lento.
George Roerich, "Trails to Inmost Ásia" (1931), relata a história do assassinato de Tseng Yang-hsin, o governador de Xinjiang em julho de 1928, pelo guarda-costas de seu ministro estrangeiro Fan Yao-han. Este foi apreendido e, ele e sua filha, foram ambos executados por Ling-chi. Em tal ocasião o ministro ainda foi obrigado a assistir a execução de sua filha em primeiro lugar. No entanto Roerich não foi uma testemunha ocular deste evento, tendo já retornado à Índia até à data da execução.
George Ryley Scott, History of Torture (1940), afirma que muitos foram executados desta maneira pelos insurgentes comunistas chineses. Ele cita as alegações feitas pelo governo de Nanquim, em 1927. Por essa razão talvez seja incerto se estas alegações eram de propaganda anticomunista. Scott também chama isso de "o processo de corte" e se diferencia entre os tipos diferentes de execução em diferentes partes do país. Não há menção de ópio. O livro de Riley ainda contém uma imagem de um cadáver em fatias (sem marcação no coração), que foi morto em Guangzhou (Cantão), em 1927. Ela não dá nenhuma indicação de que o corte foi feito post mortem. Scott afirma que era comum para os familiares dos condenados subornar o carrasco para matar o condenado antes do processo de corte começar.

(Fonte: intertheory)

Louise Levathes, em seu “When China Ruled the Seas: The Treasure Fleet of the Dragon Throne, 1405-1433 (1994)” relata que "Huang foi condenado a uma execução particularmente horrível conhecida como Maruca chi, ou “morte por mil cortes”, por ter cometido alta traição. "Os cortes foram feitos em seu peito, abdômen, braços, pernas e costas, para que ele sangrasse bem lentamente até a morte durante um período de tempo, talvez até três dias.
Mark Costanzo, Just Revenge: Costs and Consequences of the Death Penalty (1997): Às vezes era usado na China antiga a pena da “Morte por mil cortes”, onde pequenos pedaços de carne eram retalhados do condenado ao longo de um período de dias.


Relatórios militares dos EUA contam que os membros dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos estavam estacionados em torno de Xangai entre 1927 e 1941 em busca de provas de violações dos direitos humanos: "A prevalência de execuções e tortura é evidenciada pelos relatórios trazidos de volta da China pelos fuzileiros navais . Existem fotografias de pelotões de fuzilamento, a decapitação, estupro e torturas, tais como "a morte de mil cortes". Aparentemente, estas fotos eram comercialmente disponíveis [na China], por não serem cópias exatas, juntas a muitos recortes e com o nome de um estúdio comercial carimbado no verso das fotografias." É possível que as fotos da década de 1910 tivessem sido erroneamente associadas com as atrocidades em curso da China em 1920, e as fotos do Ling-chi acabaram sendo vendidas como raridades. Fotografias deste mesmo período, incluindo as linhas de cadáveres decapitados, os diplomatas não chineses mortos a tiros, e uma vítima Ling-chi, podem ser encontradas em “A History of Torture”, de George Ryley Scott.



            Ling-chi – Parte I – A dolorosa pena dos mil cortes

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ling-chi – Parte I – A dolorosa pena dos mil cortes

O Ling-chi, também traduzido como corte lento, morte lenta, ou morte por mil cortes foi uma forma de execução utilizada na China a cerca de 900 d.C. até a sua abolição em 1905. Nesta forma de execução, o condenado era morto por uma faca de lâmina fina que era usada para remover metodicamente partes do corpo do condenado durante um longo período de tempo. O termo ‘Ling-chi’ deriva de uma descrição clássica do ‘subir uma montanha lentamente’. O Ling-chi poderia ser utilizado como forma de tortura e execução de uma pessoa, como também poderia ser aplicado como um ato de humilhação depois da morte. Receberam tal castigo aqueles que cometeram crimes contra o sistema de valores morais tais como, atos de traição, assassinato em massa, parricídio (matar um parente próximo) ou o assassinato de um mestre ou patrão, porém imperadores utilizaram este método constantemente para ameaçar as pessoas, como forma de impedir delitos menores. Alguns imperadores também fizeram uso desta punição para membros traidores da família e seus inimigos. O processo envolveu a subordinação da pessoa a ser executada numa armação de madeira, geralmente em um lugar público. A carne do corpo era então cortada em várias fatias, em um processo que não foi especificado em pormenor no direito chinês e, portanto, o mais provável era que a quantidade de cortes era indefinida. Tempos mais tarde, o ópio era, por vezes, administrado como um ato de misericórdia ou como uma maneira de impedir desmaios.


A execução Ling-chi (Fonte: injuado)

De acordo com o princípio confucionista da piedade filial, ou Xiao, para alterar o corpo de alguém ou cortá-lo seria necessário violar as exigências do Xiao. Além disso, cortar um corpo em pedaços significava que o corpo da vítima não seria um "todo" em uma vida espiritual após a morte. Este método de execução tornou-se um elemento de fixação da imagem da China entre alguns ocidentais. Ele aparece em vários relatos de crueldade chinesa, como a biografia de Harold Lamb de 1930 sobre Genghis Khan.
Imperadores usavam este método cruel para ameaçar as pessoas e, por vezes, puni-las por pequenos delitos. Entretanto essa punição não costumava ser utilizada em condenações e execuções injustas. Alguns imperadores dispensaram esta punição para os membros da família de seus inimigos. Embora seja difícil obter os detalhes exatos de como as execuções conhecidas tiveram lugar, elas geralmente eram compostas de cortes nos braços, pernas e peito levando à amputação de membros, seguido por decapitação ou uma facada no coração. Se o crime tivesse sido de menor gravidade ou o carrasco misericordioso, o primeiro corte seria o fatal, diretamente na garganta, sendo que, os cortes subsequentes serviriam apenas para desmembrar o cadáver.

(Fonte: norahdooley)

O historiador de arte James Elkins argumenta que as fotos existentes sobre as execuções torna evidente que a "morte por divisão" (como era chamado pelo alemão criminologista R. Heindl) envolvia algum grau de desmembramento, enquanto o punido estava vivendo. No entanto, Elkins também argumenta que, ao contrário da versão apócrifa da "morte por mil cortes", o atual processo não poderia ter durado muito tempo. Não é provável que o indivíduo condenado tenha se mantido consciente (ou mesmo vivo) após um ou dois ferimentos graves e todo o processo não poderia ter incluído mais do que algumas dezenas de feridas. Na dinastia Yuan 100 cortes foram infligidos, mas pela dinastia Ming, havia registros de três mil cortes. Testemunhas de confiança, como Meadows, descreveram um processo de rápida duração (cerca de 15 a 20 minutos). Já registros fotográficos disponíveis parecem provar a velocidade do evento, enquanto a multidão se mantém coerente em toda a série de fotografias. Além disso, estas fotografias mostram um contraste impressionante entre o fluxo de sangue que encharca o flanco esquerdo da vítima e da falta de sangue no lado direito, possivelmente mostrando que no primeiro ou no segundo corte chegou ao coração. O golpe de misericórdia era mais certo quando a família podia pagar um suborno para infligir uma facada no coração em primeiro lugar.

(Fonte: ramirez-dahmer-bundy)

Alguns imperadores ordenavam três dias de corte, enquanto outros podiam ter ordenado torturas específicas antes da execução, por variados períodos. Por exemplo, os registros mostram que durante a execução, Yuan Chonghuan ficou gritando durante meio dia e depois o som parou. A carne das vítimas também podia ter sido vendida para a medicina chinesa. Além disso, como uma punição oficial, a morte por corte lento pode também ter envolvido cortar ossos, a cremação, e a dispersão das cinzas do defunto.

A percepção Ocidental


(Fonte: casavilamoreno)

A percepção ocidental de Ling-chi muitas vezes difere consideravelmente da prática, e alguns equívocos persistem até o presente. A distinção entre o mito sensacionalista Ocidental e a realidade chinesa foi notado pelos ocidentais bem cedo, em 1895. Naquele ano, o australiano viajante G.E. Morrison, que dizia ter testemunhado uma execução por corte, escreveu que "Ling-chi [era] normalmente, e erroneamente, traduzido como " morte por corte em 10 mil pedaços "- uma descrição verdadeiramente terrível de um castigo, cuja crueldade foi extremamente mal interpretada ... A mutilação é medonha e excita o nosso horror como um exemplo da crueldade bárbara; mas não é cruel, e não excita o nosso horror necessariamente, uma vez que a mutilação é feita, não antes da morte, mas depois. Segundo a lenda apócrifa, Ling-chi começou quando o torturador, empunhando uma faca extremamente afiada, começou por arrancar os olhos, tornando o condenado incapaz de ver o restante da tortura e, presumivelmente, contribuindo muito para o terror psicológico do procedimento. Sucessivos cortes menores não incluíam as orelhas, nariz, língua, dedos e os órgãos genitais antes de proceder os cortes grosseiros que removiam grandes porções de carne de mais peças de tamanho considerável, por exemplo, as coxas e ombros. O processo todo foi durava uns três dias, o que no fim totalizavam 3.600 cortes. Os corpos fortemente deformados dos mortos eram então colocados em um desfile para uma apresentação em público. Em algumas vítimas teriam sido administradas doses de ópio, mas relatos diferem quanto a saber se a droga foi usada para amplificar ou atenuar o sofrimento.

(Fonte: martinfrost)

J.M. Roberts, em seu livro “Século XX: A História do Mundo de 1901 a 2000”, escreve: "o castigo tradicional de morte por corte tornou-se parte do imaginário ocidental como “a morte por milhares de cortes” em uma sociedade chinesa atrasada em termos de desenvolvimento." Roberts, em seguida, observa que o Ling-chi foi condenada por K'ang Yu-Wei, um homem chamado de "Rousseau da China", que era um grande defensor de uma reforma intelectual e do governo na década de 1890. Apesar de oficialmente proibida pelo governo Qing em 1905, o  Lingchi se tornou para o ocidente um símbolo generalizado do sistema penal chinês a partir da década de 1910 em diante. Três conjuntos de fotografias tiradas por soldados franceses em 1904-1905 foram a base para a mitificação mais tarde. A abolição foi imediatamente cumprida, mas não foi definitiva. Essa pena ainda continuou sendo realizada na China depois de Abril de 1905. Entretanto, os casos relatados foram todos baseados em equívocos relacionados a execuções do passado. Quanto ao uso do ópio, como relatado na introdução do livro de Morrison, Sir Meyrick Hewlett insistiu que à maioria dos chineses condenados à morte foram dadas grandes quantidades de ópio antes da execução, e afirma Morrison que algumas pessoas caridosas teriam permitido empurrar ópio na boca de alguns condenados que morriam em agonia, acelerando assim o momento da morte. No mínimo, tais contos foram considerados críveis para oficiais britânicos na China e outros observadores ocidentais.

(Fonte: injuado)

Na próxima parte darei prosseguimento a reflexão ocidental acerca do Ling-chi.



            Ling-chi - Parte II - Relatos sobre as execuções de corte lento

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vórtice Kinesis – Parte II - Uma pista Atômica



(fonte: corpodesom)

Temos que começar primeiro com o átomo, qualquer átomo. Há apenas um pouco mais de 100 átomos em todo o Universo que conhecemos. Tudo o que vemos é construído a partir destes e de uma combinação destes. Todos os átomos são compostos de prótons, elétrons e nêutrons, exceto o hidrogênio, que não tem nêutron. Nenhum átomo é diferente do outro, exceto nos números: hélio, cálcio, titânio, estanho... são tudo a mesma coisa. . . exceto em número. Eles seguem uma progressão ordenada matemática. O hidrogênio, o átomo mais simples, tem um próton no núcleo e um elétron em órbita. O hélio tem 2; 3 prótons no núcleo e 3 elétrons em órbita, logo não é mais um gás, assim como o lítio, um metal prateado. Já o Seabórgio, é bem mais com plexo com seus 106 prótons no núcleo.
Portanto, a diferença entre toda a matéria deve ser a energia eletromagnética criada pelo número diferente dessas partículas carregadas, e não na base composta destas partículas como indivíduos. A razão entre o nitrogênio e o oxigênio é tão diferente, enquanto gases, que não parece que o nitrogênio tem 7 prótons e 7 elétrons e que o oxigênio tem 8 de cada. Tal diferença deve estar na quantidade diferente de energia eletromagnética que um próton e um elétron faz para mudar uma substância.
A diferença não está na composição das partículas, mas no espaço entre as partículas em órbita (elétrons) e no núcleo (com prótons). Esse espaço é a substância de tudo, é a energia eletromagnética, é a “realidade”, é o átomo. Eletromagnetismo é a substância de tudo. Em essência, o "espaço" é a substância de toda a estrutura. Este espaço é energia. Compreender a estrutura de toda a matéria é fundamental para compreender o potencial ilimitado de manipulação ou deformação do eletromagnetismo, já que ao fazê-lo são capazes de afetar a própria energia que cria todas as coisas. Isso é muito superior à mera divisão do núcleo de um átomo complexo que apenas fornece uma forma violenta de energia. A chave de tudo está dentro da força eletromagnética do átomo: criação, transmutação. . . poder ilimitado.

Átomos (Fonte: gravitywarpdrive)
Átomos individuais de cinco elementos em comum: hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e ferro. Não só o número variável de prótons no núcleo e o número de variáveis ​​e sistema de órbitas de elétrons fazem uma substância diferente do outro,  pois a proximidade de um tipo de átomo para outro cria um conjunto ilimitado de substância. A molécula da água é H2O. Em outras palavras, dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Dois gases se combinam para formar um líquido. Não é uma diferença substancial: os prótons são ainda os prótons, os elétrons ainda elétrons. A energia eletromagnética foi afetada pela proximidade dessas partículas carregadas que constituem os átomos. Uma nova substância é criada. Para dar uma idéia de quão universais são essas substâncias e quão ilimitado é o potencial do que elas podem criar, observem esta fórmula atômica:
C3032 H4812 N780 Fe4 O872 S12
Você sabe o que esta fórmula é? É a molécula mais complexa conhecida pelo homem: os glóbulos vermelhos. Coloque os átomos de cada substância – 3.032 átomos de carbono, 4.812 de hidrogênio, 780 de nitrogênio, 4 átomos de ferro, 872 átomos de oxigênio e 12 átomos de enxofre em conjunto na ordem certa e você tem a molécula mais complexa que conhecemos. É uma coisa tão pequena que precisa de um microscópio de alta potência a fim de vê-lo. A velocidade com que os glóbulos vermelhos exercem as suas funções complexas é incrível. Os dados complexos que eles carregam é ainda mais incompreensível. Sua comunicação com os receptores minúsculos nos tecidos corporais é equivalente a escrever o endereço de Gettysburg na ponta de um alfinete, enquanto passa o pino na velocidade de um míssil.

Glóbulos vermelhos (Fonte: dicascuriosidadeemais)
Na última parte desse artigo será abordado um pouco a respeito das transmutações e das dimensões.


            Vórtice Kinesis – Parte I – Túneis do tempo e Relatividade


            Vórtices Kinesis – Parte III – Transmutações e Deformações do Espaço


            Vórtice Kinesis – Parte IV – Desafiando as progressões de tempo através da manipulação dos vórtices

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quadricópteros Inteligentes

O quadricóptero, também conhecido como quadrocóptero ou quadrotor, é uma aeronave que se assemelha a um helicóptero, mas com 4 hélices. Atualmente, muitos aeromodelos tem sido construídos baseados no quadricóptero. Eles estão na categoria dos drones (aeromodelos que conseguem unir brinquedo, videogame e tecnologia ao mesmo tempo). Quando estes drones são autônomos, isto é, não precisam de um piloto para controlá-los os chamamos de UAVs (Unmanned Aerial Vehicles).


(Fonte: tecnologia.terra)

Os quadricópteros possuem excelente estabilidade devido as suas quatro hélices e ao uso de giroscópios nos seus três graus de liberdade, podendo realizar manobras que seriam bem difícieis para um aeromodelo comum. Esses ‘veículos aéreos’ vieram para ficar. Ao menos quando o assunto são os microveículos aéreos.


(Fonte: inovacaotecnologica)

Este é o Pixhawk Cheetah, criado por três pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, e que parece ser a última palavra em veículos robotizados autônomos.
O pequeno helicóptero de quatro rotores tem 55 centímetros de diâmetro. Alimentado por baterias de polímero de lítio, ele pode voar por até 12 minutos. E, para lhe dar "inteligência", uma verdadeira central de processamento, com circuitos específicos para acelerar o processamento de imagens.
Quatro câmeras com armação flexível alimentam o computador de bordo com um fluxo contínuo de imagens, dando ao helicóptero a capacidade de avaliar e resolver não apenas seus problemas de navegação, mas também procurar por sobreviventes ou qualquer outro objeto para o qual ele tenha sido programado. E tudo sem nenhuma ajuda externa.
O Cheetah foi projetado para operações de busca e salvamento. Imagine um cenário típico de um edifício que desmoronou parcialmente, no interior do qual pode haver sobreviventes. A tarefa mais importante em uma situação desta é delimitar a área de busca e orientar as equipes de resgate para o local correto. Os socorristas também precisam saber o estado interior do prédio para avaliar os danos, antecipar prováveis riscos e determinar a melhor estratégia de resgate.


(Fonte: braiphone)

Sempre se imaginou que robôs fossem a melhor alternativa para fazer essa varredura inicial, e vários deles já foram construídos com esses objetivos.
Mas Lorenz Meier, Friedrich Fraundorfer e Marc Pollefeys desta vez parecem ter pensado em tudo o que pode dar errado. A comunicação sem fios, segundo os pesquisadores, não parece ser uma alternativa a toda prova: concreto e estruturas metálicas geram interferência e podem diminuir a área de ação do mini-helicóptero. Por isso ele deve ser autônomo.
Imagens transmitidas diretamente também podem chegar borradas devido à interferência - por isso o veículo deve ter seu próprio sistema de armazenamento de imagens, trazendo-as intactas para o operador após a varredura inicial.
Embora a comunicação sem fios esteja disponível no Cheetah, para ser usada se as condições forem boas, ele não depende dela.
Mas, se o operador não está vendo as imagens e guiando o helicóptero, como ele poderá encontrar os sobreviventes? Através de um sofisticado sistema de visão artificial, capaz de identificar pessoas no meio dos escombros, e até textos, caso ele tenha sido programado para chegar em alguma área identificada.


(Fonte: portocity)

O sistema de reconhecimento de padrões identifica partes específicas das imagens captadas pelas câmeras, comparando os elementos detectados com um banco de dados de padrões que o sistema está buscando - rostos de pessoas, por exemplo.
Mas por que depender unicamente de imagens quando se pode usar GPS, sensores e até sistemas de navegação a laser, como o LIDAR? A resposta dos pesquisadores é novamente a independência e a autonomia.
O sistema mantém um registro exato de quando uma imagem ou a medição é feita e registra o estado inercial do quadricóptero a cada momento. A fusão dos dados visuais e inerciais permite que o veículo sempre saiba sua posição, permitindo que ele identifique e evite potenciais obstáculos em seu caminho.
"Estamos nos concentrando agora em melhores algoritmos de visão para localização e desvio de obstáculos, usando sensores passivos, além de imagens de vídeo. Estamos confiantes de que este trabalho vai permitir a criação de microveículos autônomos com maior autonomia em ambientes de desastres," afirmam os pesquisadores.


(Fonte: noticias.r7)

Quadricópteros que jogam pingue pongue

Cientistas de um laboratório na Suíça criaram robôs capazes de voar e rebater uma bola de tênis de mesa como se estivessem participando de um jogo. As máquinas contam com sensores de movimentos, que são interpretados por dois computadores, e dispensam a intervenção humana.
Os robôs foram criados por pesquisadores do Swiss Control of Distributed, Autonomous Systems (Suíça). Quatro hélices fixadas nas extremidades permitem que os robôs se movimentem e posicionem corretamente a raquete – apenas uma pequena região da raquete serve para rebater a bola com precisão. Os pesquisadores divulgaram um vídeo (em inglês) para exibir os robôs em funcionamento.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vórtice Kinesis – Parte I – Túneis do tempo e Relatividade

Desaparecimentos têm confundido e fascinado as pessoas por milhares de anos, desde o desaparecimento repentino do profeta Enoque até o sumiço sem vestígios do crítico satírico Ambrose Bierce, por volta de 1880. Nessa época era muito comum a existência de artigos sobre o desaparecimento de pessoas, como por exemplo, alguém estar andando por um campo aberto e simplesmente desaparecer. Mas um assunto era comumente tratado dentro dessas histórias, sejam elas verdadeiras ou falsas – a existência dos vórtices  (ou ‘funil’, como é comumente conhecido). Para Bierce, estes funis invisíveis existiam dentro de uma pradaria, ou em qualquer lugar, em que uma pessoa confiante andou e costumavam surgir em um horário diferente no espaço, embora certamente a relação Espaço / Túnel do Tempo não tenha sido sequer uma parte do conhecimento científico ou popular existente na década de 1880. Para Elias, na época do Antigo Testamento, ele teria sido levado embora em um "turbilhão de fogo" - um vórtice. Para a visão de Ezequiel, eram turbilhões dentro de redemoinhos.


Vórtice gerado pelas pontas da asas do avião (Fonte: wikinfo)

Mas o que vem a ser um vórtice?  Segundo o Wikipedia, vórtice ou funil é um escoamento giratório onde as linhas de corrente apresentam um padrão circular ou espiral. São movimentos espirais ao redor de um centro de rotação. Ele se origina a partir da diferença de pressão entre duas regiões vizinhas. Geralmente são encontrados nos mais diversos locais da natureza, como correntes circulares de água vindas de marés conflitantes, como quando se mexe uma xícara de café, uma ilha no meio do oceano, furacões, tornados ou efeitos de ponta de asa. Este último é muito estudado pela indústria aeronáutica, pois sua geração aumenta o arrasto da aeronave. Esse efeito recebe o nome de arrasto induzido e é minimizado pela presença de empenamentos e winglets, que dificultam o deslocamento de ar.


Ambrose Bierce (Fonte: famouspoetsandpoems)

Para os cínicos, histórias como as de Bierce eram apenas fantasiosas, mas a literatura em si tem uma forma estranha de ser profética. Na grande idade científica do século 20, descobriu-se que toda matéria possui realmente um nível de vórtice kinesis. Esse termo descreve o conceito de que todas as coisas giram em torno de outros organismos. Assim, o corpo é o núcleo de um átomo ou o coração de uma galáxia, agora entendida como um buraco negro supermassivo. Quer se trate de grandes galáxias, planetas, sóis, ou o menor átomo, todas as coisas giram sobre um eixo e giram em torno de um núcleo. A ação natural de energia é o vórtice kinesis. Que efeitos poderiam acarretar se a natureza ou a humanidade intensificasse essa ação dentro da matéria? Poderíamos perturbar o ritmo natural da matéria? Ao fazermos isso, seríamos capazes de afetar a matéria, o tempo e o espaço? Vamos fazer uma viagem através de potenciais fatos.
Com a chegada do século 20, veio a capacidade da humanidade em prosperar nos campos da cultura científica. Isso permitiu aos homens da ciência começarem a contemplar coisas tais como deformações do espaço/tempo. Talvez, eles foram instigados a fazer esse tipo de abordagem por causa da crença popular em contos como o “expresso na tarde de sábado”, de Bierce, ou em histórias populares de Oliver Lerch sobre desaparecimentos repentinos. A veracidade dessas histórias não é importante aqui. O importante é que esses autores capturaram a imaginação popular, e talvez abriram as portas para os homens da ciência  falarem sobre isso em termos sérios, sem ter medo de virarem motivo de piada na sociedade. O mais famoso para dar corpo à idéia racional de deformações do espaço-tempo foi sem dúvida o Dr. Albert Einstein. Sua própria citação, define o teor de seu modis operandi para a descoberta científica: "A ciência é apenas o refinamento do pensar cotidiano".

Vórtice gerado por um avião (Fonte: en.wikipedia)

Usando seus "experimentos mentais", o seu conhecimento científico permitiu-lhe calma para dar direção à sua imaginação. Assim, enquanto outros físicos saíram da escola com a mesma educação que ele tinha, tendo arcabouço para realizar apenas a mecânica da física, Einstein tinha talento para pegar o mesmo conhecimento desses físicos e dar um rumo totalmente pioneiro para a ciência. Em essência, ele sentou e pensou sobre o que considerava a respeito do que imaginava. E isto não foi simplesmente ‘vôos de fantasia’, pois tais reflexões foram baseadas em fatos apurados e inferências racionais a partir de dados observados. Imaginou aceleração no espaço e veio com a relatividade. Ele postulou que a gravidade não era uma força a todos, mas uma curvatura do espaço em torno de um corpo maciço, como um planeta, acelerando através do espaço. Ele postulou que o tempo foi contínuo com o espaço.
Um exemplo pode nos ajudar a entender. Quando dois carros de passeio, A e B, aceleram ao mesmo tempo de forma uniforme, para as pessoas que estão dentro do carro A a impressão que se tem em relação ao carro B é que este não parece estar se movendo, e vice-versa. Já para uma pessoa a pé na beira da estrada, os carros passam a uma velocidade fantástica e se vão. Para quem está dentro, a vida continuaria a mesma, eles iriam ver o ritmo do carro ao lado deles. Seria a mesma porque eles estão sendo movidos na mesma velocidade que os carros. O nosso planeta é como um daqueles carros: ele está sendo movido no espaço, e nós junto com ele. O carro pode ser considerado uma evolução do tempo também. Nesse exemplo tudo estaria bem para as pessoas dentro do carro enquanto este é movido para qualquer lugar, ou até mesmo se uma dessas pessoas pulasse para o próximo carro, já que o ritmo de ambos é o mesmo. Tudo estará dentro do padrão determinado pelos carros em movimento desde que você se mova para nada, se movendo na mesma progressão. Mas ao tentar descer do carro enquanto ele está se movendo deixaria na poeira qualquer um dos passageiros, o carro aceleraria de vista e o ‘mundo’ daquele passageiro teria ido embora para nunca mais. A partir daí o passageiro que pulou fora do carro já estaria em uma progressão diferente daquela progressão padrão e não poderia voltar até que fosse capaz de acelerar rápido, o suficiente para ultrapassar o carro.

Albert Einstein (Fonte: andrebaumer)
Einstein postulou que a curvatura do espaço poderia causar até mesmo uma curva na luz através de uma onda eletromagnética que tradicionalmente segue linhas retas. Mas em 1919, Sir Arthur Eddington detectava uma alteração na posição de uma estrela durante um eclipse total. Einstein parecia estar certo: o espaço foi curvando ao redor do planeta e a luz do corpo celeste foi dobrada. A Relatividade ainda não seria mencionada, pois ninguém sabia ao certo o que era. Assim, parecia de fato que o espaço foi curvando massas nele próprio. Se este foi o resultado da gravidade, ninguém está certo ainda. Mas se a luz foi afetada, então, também, todos os comprimentos de onda da energia poderiam ter sido afetados. Afinal, a luz é apenas um comprimento de onda eletromagnética. Se a luz se curvou, então significa que ela foi diminuindo. Então, se o tempo e o espaço eram contínuos, será que poderia ser retardar o tempo, dobrando o espaço?
A peça chave da Relatividade de Einstein era, obviamente, E = mc2 - isto é, a energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Na verdade, é uma equação simples, mas suas ramificações são monumentais e universais. Isso significa que há uma quantidade incrível de energia em qualquer objeto, se pudéssemos alcançá-la no núcleo de seus átomos. O resultado desse alcance foi conhecido em Alamogordo, Novo México, no dia 16 de julho de 1945, através de uma detonação nuclear que botou à prova a famosa fórmula E = mc2. Uma reação em cadeia do átomo de urânio provocou a maior explosão que o homem já conheceu. A idade atômica havia amanhecido.


(Fonte: aventurasdafisica)

À medida que a idade do espaço amanheceu, veio mais uma prova de conceito de Einstein sobre a continuidade do tempo e do espaço. Os relógios atômicos colocados em alturas orbitais registraram o tempo passando apenas um pouco mais rápido do que ao nível do mar. Onde a gravidade e, portanto, uma curvatura do espaço foi o maior, o tempo passou mais devagar, onde não foi, passou mais rapidamente. A passagem de tempo registrada na experiência aqui foi realmente mais lenta do que no espaço. A massa deste planeta parecia, assim,  dobrar o espaço, e com isso retardar o tempo (marginalmente falando). Mas finalmente abriu-se o labirinto do tempo à conquista lógica. Teoricamente, propôs-se a grande curvatura do espaço, o tempo maior seria mais lento. Mas se a Terra só poderia retardar o tempo, fracionada pelo enorme tamanho e velocidade através do espaço, então tanto na terra como em qualquer outro lugar será que o espaço poderia ser curvado ainda mais para afetar significativamente a progressão do tempo?


Vórtice nas águas de Copenhagen (Fonte: dicadesucesso)

Agora, nos exemplos acima de carros correndo, obviamente, eles não podem ir rápidos o suficiente para realmente dobrar o espaço e bloquear um deles em uma progressão de tempo diferente. Mas será que realmente necessitam de grande massa e velocidade para isso? Mas se o caminho do tempo jazia energia, não poderia dobrar ou alterar suas freqüências eletromagnéticas também para que isso aconteça? Deve haver outros métodos para curvar ondas eletromagnéticas. Falaremos mais sobre isso na próxima parte desse artigo.


            Vórtice Kinesis – Parte II - Uma pista Atômica


            Vórtice Kinesis – Parte III – Transmutações e Deformações do Espaço


            Vórtice Kinesis – Parte IV – Desafiando as progressões de tempo através da manipulação dos vórtices

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Era o Livro de Enoque um falso evangelho?

Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus (Nefilins) conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade. Gênesis 6:4
Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos (insetos); e assim também éramos aos seus olhos. Números 13:33
“E quando Enoque viu isso, ficou com a alma amargurada e chorou por seus irmãos; e disse aos céus: Recusar-me-ei a ser consolado; mas o Senhor disse a Enoque: Anima-te e alegra-te; e olha.” (Gênesis)

(Fonte: leandroprata)
O Livro de Enoque é mais conhecido por sua versão etíope e mais tarde por suas traduções gregas dos capítulos I-XXXII, XCVII-CI e CVI-CVII, bem como algumas citações importantes feitas por Georgius Syncellus, o autor bizantino. Teria sido escrito pelo profeta Enoque, ancestral de Noé, contendo profecias e revelações. A Epístola de Judas cita um trecho desta obra .
Em Qumram, foram encontrados na Gruta 4, sete cópias raríssimas que foram atestadas pela versão Etíope. Estas cópias embora que não idênticas na totalidade foram encontradas em conjunto com algumas cópias do Livro dos Gigantes, referenciadas no capítulo IV do Livro de Enoch.
As cópias de Qumram foram catalogadas com as referências 4Q201-2 e 204-12 e fazem parte da herança deixada pela comunidade Nazarita do Mar Morto, em Engedi.
O Livro de Enoque também é chamado de Primeiro Livro de Enoque. Existem outros dois livros chamados de Segundo Livro de Enoque e Terceiro Livro de Enoque, considerados de menor importância.


(Fonte: forum.intonses)

Existem muitos livros que foram banidos do corpo bíblico por serem considerados apócrifos (incultos ou não inspirados por Deus). Em sua considerável maioria eram justamente os mais reveladores, trazendo importantes informações sobre uma série de acontecimentos ligados aos contatos divinos com o homem.

O Livro do Profeta Enoque (citado em Judas 14), patriarca bíblico antediluviano (ou seja, que viveu antes da destruição e afundamentos de continentes), é, sem dúvida, um dos mais reveladores. Seu livro mostra, entre outras coisas, que 200 “anjos” desceram à Terra e tiveram filhos e filhas com as mulheres terrestres. Como estamos vendo, não é de hoje que seres poderosos, na Bíblia chamados de Nefilim, se relacionam intimamente com nossa humanidade. Esses anjos ensinaram muitas coisas para os homens, como astronomia, noções de meteorologia, medicina, etc.


Nefilins (Fonte: stevequayle)

Enoque cita o final de um continente, antes do dilúvio, devido à sua extrema corrupção. Os Nefilins e os humanos começaram a se degenerar (anjos unindo-se a mulheres) e isso não foi bem-visto pela Justiça Divina.

O sétimo, entre os patriarcas antediluvianos, é, fora de qualquer suposição, totalmente diferente dos seis que, no curso dos séculos, o precederam (Adão, Set, Enos, Cainã, Maladel, Jared), assim como dos três que o sucederam (Matusalém, Lameque, Noé).

No Livro do Gênesis diz que Enoque não morreu fisicamente, em realidade, senão que “caminhou com Deus e desapareceu, porque o levou Deus”.

"Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou filhos e filhas. Gênesis 5:22

Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos; Gênesis 5:23

Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou. Gênesis 5:24"

(Fonte: livesincristministries)
O Livro de Enoque é realmente apócrifo? Alguns estudiosos têm certeza de que esse livro foi escrito originalmente em hebraico, outros julgam que a língua original foi o aramaico e outros tantos acreditam que algumas partes foram escritas em hebraico e outras em aramaico. A primeira parte do Enoque etíope (caps. 1-36) tem uma importância imensa, pois remonta provavelmente em 300 a.C. e aos primeiros livros da Bíblia.

"Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. Hebreus 11:5”

Para estes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor com os seus milhares de santos, Judas 1:14"


Anjo em contato coma filha do homem (Fonte: planoslie)

“III - E, agora, ouvi-me, meus filhos, que eu descerrarei os vossos olhos para que possais escolher aquilo que Ele ama e desprezar tudo aquilo que odeia, para poderdes caminhar perfeitamente em todos os Seus caminhos e não errardes seguindo impulsos culposos ou deitando olhares de fornicação. Porque muitos foram os que se desviaram e homens fortes e valorosos aí escorregaram, tanto outrora como hoje. Caminhando com a rebelião nos corações, caíram os próprios guardas dos céus, a tais chegados porque não observavam os mandamentos de Deus, tendo caído também os seus filhos (Nefilins), cuja estatura atingia também a altura dos cedros e cujos corpos se assemelhavam a montanhas. Todo o ser vivo que se encontrava em terra firme, caiu, sim, e morreu, e foram como se não tivessem sido, porque procediam conforme a sua vontade e não observavam os mandamentos do seu Criador, de maneira que a cólera de Deus se inflamou contra eles."

O livro foi excluído do cânon da Bíblia judaica, e também da Septuaginta, e dos livros deuterocanônicos, embora alguns autores confirmem que uma das mais antigas bíblias coptas, a Bíblia Etíope, admite o Livro de Enoque.
Existem várias referências possíveis no Novo Testamento ao livro de Enoque, entretanto, nenhuma referência é tão evidente como na Epístola de Judas (v.4.6.14). Dom Estêvão Bettencourt julgou que "A epístola canônica de S. Judas 14 o cita, mas nem por isto o tem como livro inspirado".

Enoque sendo levado para caminhar com Deus (Fonte: coisasdoarco-da-velha)

·        "Enoque, o sétimo depois de Adäo" é uma citação de 1En.60.8
·        "Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos.." de 1En.1:9 (de Deut.33:2)
·        Atipicamente, "E destes (genitivo) profetizou também Enoque" (Almeida) é "E a estes (dativo) profetizou também Enoque" em grego.
No Diálogo com Trifão, de Justino Mártir (100-165), Justino é claramente influenciada pelo livro, mas o judeu Trifão se opõe a essa tradição. Júlio Africano (200-245) foi o primeiro cristão a contestar a tradicional versão do livro de Henoque.
Conforme Elizabeth Clare Prophet (2002), foi o rabino Simeon ben Yohai (120?-170?) quem colocou os judeus contra o Livro de Enoque e que isso permitiu ao Santo Agostinho observar que a obra deixou de fazer parte das Escrituras aprovadas pelos judeus.
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