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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os produtos mais bizarros à venda na Internet – Parte II – Urina de lobo, escorpião com vodka, formigas tostadas e calcinhas usadas

Internet definitivamente é o lugar onde se encontra de tudo. Uma vasculhada mais apurada e você se depara com coisas que jamais imaginaria. Nessa segunda parte do artigo mostrarei que urina de lobo, escorpião com bebida alcoólica, formigas tostadas e calcinhas usadas podem ter alguma utilidade fora do convencional.


Urina de Lobo
Urina de lobo em garrafa de um litro (Fonte: balaiodegato)

Site: amazon.com

Preço: US$ 31,95

Para aqueles que gostam de se aventurar no meio da mata surgiu agora este novo item para ser acrescentado na mochila: a urina de lobo. Você deve ser perguntar agora: “Para que diabos eu vou querer comprar urina de lobo? Para jogar nas onças?!”. Na verdade o produto serve para te proteger de alguma forma. Para isso basta espalhar o xixi nos arredores para que os animais tenham a ilusão de que há lobos ferozes no local. Aí é só relaxar e curtir a paisagem.
O site ainda indica que para a máxima eficiência do produto, ele deve ser usado integralmente. Mas uma vez que isso te proteja de animais selvagens, o que há de te proteger o olfato?

Vodka com escorpião e pirulito de tequila com verme
Escorpião com vodka (Fonte: bartedersbrasil)

Site: edible.com

Preço: US$ 29,08 e 5,60, respectivamente

Para aqueles que gostam de beber com emoção, que tal uma vodka com escorpião? O bicho é desintoxicado e dá um gosto amadeirado à bebida. Além disso tem também um pirulito de tequila com verme que, de acordo com o anúncio, é muito nutritivo.

Pirulito de tequila com verme (Fonte: killing-travis)
No site você pode encontrar ainda iguarias do mundo todo caso esteja afim de experimentar outras guloseimas exóticas. O site também sugere que o consumidor que optar pelo escorpião com vodka coma o bicho primeiro antes de degustar a bebida.



Formigas Gigantes Tostadas
Formigas tostadas (Fonte: noliquidificador)

Site: edible.com

Preço: US$ 23,19

Mais uma iguaria exótica para sofisticar a sua refeição. Só que, apesar de pertencer ao mesmo site do escorpião com vodka e do pirulito com verme, esta iguaria possui um objetivo diferente: possui efeito de viagra para aqueles homens que não dão mais conta de suas mulheres, hehe.
O item vem da Amazônia colombiana, uma região onde os índios costumam cozinhar e comer essas formigas gigantes, já que acreditam que a iguaria ajuda a conservar a juventude e a força. Isso sem contar que as formigas tostadinhas funcionam também como alimento afrodisíaco.
Dizem que o gosto dessas formigas tostadas se assemelha ao gosto do bacon frito. O site recomenda que se use o produto para dar sabor a determinados pratos.


Calcinhas usadas (com vídeo e fotos da modelo)

Anúncio de calcinha usada (Fonte: coccix)


Site: mercadolivre.com.br

Preço: R$ 25

No anúncio uma mulher oferece suas calcinhas usadas. Além da peça íntima, a moça ainda manda um vídeo erótico e fotos para o comprador. O detalhe é que ela usa a calcinha por quatro dias para “perfumar” o objeto e só tira para fazer sexo.
A moça que fez o anúncio lembra que o cliente não pode buscar o produto pessoalmente, que não faz programa e que está noiva. Se você é louco por uma calcinha com aquele cheiro forte de bacalhau e bunda mal lavada eu recomendo este produto para esquentar mais ainda suas taras sexuais.
Isso me lembra um documentário chamado “Faces da Aberração”, onde mostrava um país do oriente onde se vendia um kit com calcinha usada, foto da modelo e um vidrinho com a saliva dela, pra você usar como bem entender. Pra mim é algo meio nojento, mas sabemos que existe gosto para tudo nessa vida...

(Fonte: mundoestranho)


Os produtos mais bizarros à venda na Internet – Parte I – Vagas no paraíso, detectores de ETs e velas de xixi

Os produtos mais bizarros à venda na Internet – Parte III – Cadáveres, banheiras motorizadas e urânio

quinta-feira, 24 de março de 2011

Suruba e outras estripulias sexuais em nome da ciência

Em certa ocasião o fisiologista Pek Van Andel constatou que o pênis do homem é cerca de 6 centímetros mais comprido do que parece, levando em conta que esses centímetros a mais ficam na parte interna do corpo. Ainda concluiu ele que durante a penetração na mulher, o órgão masculino fica com formato de bumerangue. Essa genial descoberta lhe rendeu o Prêmio Ig Nobel – paródia do Prêmio Nobel que contempla as descobertas mais ridículas da ciência. Tal constatação só foi possível depois que Andel resolveu, por alguma razão colocar em um aparelho de ressonância magnética um homem  e uma mulher para transarem ali mesmo, naquele aperto.


(Fonte: suruba-com)

Experiências estapafúrdias como essa não é novidade quando o interesse é entender melhor o ato sexual. Em 1890, o pioneiro da sexologia moderna, Robert Latou Dickinson demonstrou bastante ousadia numa época onde o sexo ainda era visto como tabu em muitas sociedades: com o uso de uma lanterna e alguns tubos de ensaio ele mediu os ângulos e tamanhos de vários órgãos sexuais femininos. Montou cerca de 102 modelos que representam a vagina e seus componentes nas mais variadas formas e estados. Com todo esse material o cientista desenvolveu a teoria de que a melhor posição para uma mulher alcançar o orgasmo seria naquela em que ela senta por cima do homem.
Suas descobertas também inspiraram o biólogo Alfred Kinsey, que entre 1947 e 1953 foi mais longe ao entrevistar 18 mil pessoas para escrever dois livros, os Relatórios Kinsey, que hoje são considerados um marco da sexologia.  Eles descrevem, com um grau de detalhes inédito, os hábitos e as preferências das pessoas na cama. As revelações caíram como uma bomba nos EUA, mas a grande descoberta de Kinsey foi outra. Examinando gagos, amputados e pessoas com paralisia cerebral, ele percebeu que, durante o sexo, as deficiências motoras podiam ser temporariamente ignoradas pelo cérebro: gagos perdiam a gagueira, amputados deixavam de sentir os membros fantasmas e cessavam os espasmos musculares que atormentavam as pessoas com paralisia cerebral. Como é possível? Sem acesso às técnicas de mapeamento do cérebro que existem hoje em dia, Kinsey arriscou uma explicação evolutiva: durante o sexo, várias regiões do cérebro são desativadas para eliminar as “distrações” cognitivas e aumentar as chances de uma transa bem-sucedida, que vai até o fim e cumpre sua missão na Terra – produzir descendentes.


Alfred Kinsey (Fonte: whale.to)

Experiências estapafúrdias como essa não é novidade quando o interesse é entender melhor o ato sexual. Em 1890, o pioneiro da sexologia moderna, Robert Latou Dickinson demonstrou bastante ousadia numa época onde o sexo ainda era visto como tabu em muitas sociedades: com o uso de uma lanterna e alguns tubos de ensaio ele mediu os ângulos e tamanhos de vários órgãos sexuais femininos. Montou cerca de 102 modelos que representam a vagina e seus componentes nas mais variadas formas e estados. Com todo esse material o cientista desenvolveu a teoria de que a melhor posição para uma mulher alcançar o orgasmo seria naquela em que ela senta por cima do homem.
Suas descobertas também inspiraram o biólogo Alfred Kinsey, que entre 1947 e 1953 foi mais longe ao entrevistar 18 mil pessoas para escrever dois livros, os Relatórios Kinsey, que hoje são considerados um marco da sexologia.  Eles descrevem, com um grau de detalhes inédito, os hábitos e as preferências das pessoas na cama. As revelações caíram como uma bomba nos EUA, mas a grande descoberta de Kinsey foi outra. Examinando gagos, amputados e pessoas com paralisia cerebral, ele percebeu que, durante o sexo, as deficiências motoras podiam ser temporariamente ignoradas pelo cérebro: gagos perdiam a gagueira, amputados deixavam de sentir os membros fantasmas e cessavam os espasmos musculares que atormentavam as pessoas com paralisia cerebral. Como é possível? Sem acesso às técnicas de mapeamento do cérebro que existem hoje em dia, Kinsey arriscou uma explicação evolutiva: durante o sexo, várias regiões do cérebro são desativadas para eliminar as “distrações” cognitivas e aumentar as chances de uma transa bem-sucedida, que vai até o fim e cumpre sua missão na Terra – produzir descendentes.


(Fonte: blogou-trolado)

A idéia foi confirmada nos anos 90, quando cientistas holandeses constataram forte desaceleração no córtex órbito-frontal (ligado ao raciocínio e à ansiedade) e nos lobos temporais (que controlam a memória e a fala) quando as pessoas estão transando.
O grande problema é que, empolgado com suas pesquisas, Kinsey e equipe deixaram os questionários de lado e partiram para a ação: eles começaram a promover, no porão da casa do biólogo, sessões de masturbação, sexo hetero e homossexual, masoquismo e surubas em geral, tudo filmado para posterior análise. Foi demais para a sociedade da época, que já achava os sexólogos pervertidos e imorais. Para driblar o preconceito, nos anos 60 os pesquisadores William Masters e Virginia Johnson mudaram o foco da sexologia. Eles adotaram uma terminologia mais sóbria – um casal transando era chamado de “unidade reagente”, e atingir o orgasmo era “completar o ciclo de resposta sexual” – e levaram o sexo para o laboratório, cercando-o de tecnologia.
Enquanto observavam casais, prostitutas e prostitutos durante a atividade sexual, eles mediam a pressão, os batimentos cardíacos e as secreções das cobaias. O casal de pesquisadores também inventou um pênis-câmera, que gravava imagens de dentro da vagina. Com essa engenhoca, eles fizeram algumas descobertas curiosas. Por exemplo: durante o ato sexual, a cor dos órgãos sexuais femininos permite saber se uma mulher já teve filhos (parte da vagina fica cor de vinho). A evolução do pênis-câmera veio com a sonda vaginal fotopletismográfica. É um palitinho, parecido com um absorvente higiênico do tipo Tampax, que emite uma luz infravermelha no interior da vagina. A luz refletida pelos vasos capilares da região mostra se eles estão mais ou menos cheios de sangue, ou seja, se a mulher está mais ou menos excitada. A médica Cindy Meston, do Laboratório de Fisiologia Sexual, no Texas, fez o principal estudo com esse aparelho. As voluntárias deveriam colocar a sonda enquanto assistiam a clipes pornográficos e indicar (com o polegar para cima ou para baixo) se gostavam do que viam. O experimento mostra como é complicada a relação entre corpo e mente: mesmo que a maioria das mulheres não aprovasse clipes com cenas de sexo entre gays, lésbicas e animais, a sonda indicava o contrário.

(Fonte: depaginas)
As tentativas de medir cientificamente a excitação também foram motivadas, algumas vezes, pelo preconceito. Veja o caso do pletismógrafo peniano, inventado nos anos 50 pelo cientista checo Kurt Freund. O aparelho é composto por uma câmara de plástico e um anel de borracha, que são colocados no pênis para medir o fluxo de sangue e as mudanças de tamanho no órgão. Só que a maquininha foi desenvolvida com um objetivo polêmico: identificar os gays “infiltrados” no Exército checo. Não deu muito certo, e por um motivo simples: com um mínimo de sangue-frio, eles conseguiam disfarçar sua excitação. Determinado a ir além, o governo canadense criou um aparelho ainda mais sofisticado, apelidado de Fruit Machine (“máquina da fruta”, em inglês), que media a dilatação das pupilas de policiais enquanto eles assistiam a filmes eróticos. Isso porque, quando uma pessoa se interessa por algo que vê, suas pupilas se dilatam. Mas os cientistas não contaram com outro truque do corpo: as pupilas também se dilatam para deixar entrar mais luz nos olhos quando a iluminação no ambiente é pouca. Como os vídeos exibidos eram escuros e desfocados, as medições saíram todas erradas. Se levados ao pé da letra, os resultados do projeto teriam mostrado, por exemplo, que os homens da Polícia Montada Canadense eram tarados por... cavalos.
Falando em animais, eles têm um papel importante na sexologia, pois se prestam a experiências que seriam constrangedoras ou perigosas demais para nós. Graças aos bichos, o fisiologista alemão Hausmann fez uma descoberta crucial para entender o papel do orgasmo na reprodução humana. Em 1840, ele matou e dissecou uma cadela que tinha acabado de cruzar, e descobriu que os espermatozóides do macho tinham chegado muito depressa ao óvulo da fêmea. E teorizou que o orgasmo deveria ter sido responsável por isso. No século 20, a ciência moderna confirmou a idéia: o orgasmo realmente libera um hormônio, a ocitocina, que gera contrações no útero. Essas contrações puxam os espermatozóides para dentro, ajudando-os a chegar ao óvulo. Ou seja: além de estimular as pessoas a fazer sexo, o orgasmo também aumenta as chances de reprodução. Hausmann matou muitos bichos, mas sua descoberta acabou sendo benéfica aos animais: hoje, em muitas fazendas de criação bovina e suína, existem funcionários especializados em “bolinar” as fêmeas antes da inseminação – para que elas engravidem mais facilmente.


Marie Bonaparte (Fonte: pep-web) 

Todo mundo sabe que a lingerie é um forte instrumento de excitação sexual, mas o médico egípcio Ahmed Shafik resolveu medir seu efeito. Ele testou 75 ratos de laboratório, que foram obrigados a usar “cuequinhas” durante um ano. Os ratinhos que vestiam cuecas de poliéster fizeram menos sexo do que aqueles vestidos com lã ou algodão. Tudo porque o atrito do poliéster com a pele deixava o pênis dos ratos carregado de eletricidade estática. Quando os pobrezinhos queriam transar e encostavam nas fêmeas, elas levavam choque e se afastavam.

Se o orgasmo move o mundo, a falta dele também. No começo do século 20, a princesa Marie Bonaparte queria descobrir por que não conseguia chegar ao orgasmo. Ela encomendou um estudo no qual médicos mediram a vagina de 243 mulheres, que foram entrevistadas sobre suas vidas sexuais. Com base nisso, concluiu que as mulheres baixinhas, de seios pequenos ou com clitóris mais perto da uretra eram capazes de ter mais orgasmos. Até hoje, essa teoria não foi comprovada pela ciência.
Mas o médico americano Stuart Meloy pode ter descoberto a cura definitiva para quem não tem orgasmos – e criado um novo tipo de divertimento para as pessoas em geral. Ele estava operando uma paciente que sofria dores crônicas nas costas e resolveu implantar eletrodos na espinha dorsal dela. A idéia era enviar impulsos elétricos para o cérebro, bloqueando os sinais de dor. Só que Meloy descobriu um efeito bem diferente. Quando ligou a corrente elétrica pela primeira vez, a paciente soltou um gemido, ficou muito excitada e disse: “Você vai ter que ensinar ao meu marido como fazer isso”. Acabava de ser inventada a primeira “máquina de orgasmos” da história. Ela se chama Nasf (Neurally Augmented Sexual Function, ou “função sexual neurologicamente aumentada”), e consiste em um par de eletrodos implantados na espinha dorsal e conectados a um pequeno gerador que produz impulsos elétricos – ele é implantado sob a pele, na base da coluna. O dispositivo tem um controle remoto, que permite escolher as variações de intensidade dos pequenos choques.


(Fonte: paulobraccini-filosofo)

Quando chegam ao cérebro, esses impulsos provocam excitação sexual e orgasmo. Noventa e um por cento das mulheres que participaram do primeiro teste aprovaram o aparelho. Agora o dr. Meloy está começando a testar o Nasf em homens. Ele acredita que, com o uso prolongado, o implante poderia fortalecer as ligações elétricas entre os órgãos sexuais e o cérebro, gerando um benefício permanente: mais prazer mesmo sem o uso do aparelho. Meloy espera que, daqui a no máximo dois anos, o Nasf já esteja disponível no mercado para uso terapêutico. Pode ser o começo do sexo puramente digital: com orgasmos rápidos, e quase ilimitados, sem mão naquilo nem aquilo na mão. Bastaria apertar um botão.

(Artigo de Camilla Costa, com adaptações)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Síndrome de Koro: O dia em que meu peru sumiu!

Imagine que num certo dia você esteja num bar com amigos bebendo dezenas de latas de cerveja. É natural que mais cedo ou mais tarde vá lhe bater aquele aperto forte e a necessidade imediata de esvaziar a bexiga. Você vai correndo até o banheiro e despeja ‘litros’ no mictório. Depois de passado o alívio você percebe que algo estranho está acontecendo. Seu ‘peru’ parece estar reduzindo de tamanho até chegar num ponto onde ele desaparece por completo. Você fica louco, desesperado e não sabe se você corre para um hospital ou se mata logo. Eis a Síndrome de Koro.


Cadê o meu peru? (Fonte: entretenimento.r7)

Também conhecida como Síndrome da Redução Genital, Síndrome de Jinji Bemar e Síndrome de Suk Yeong, ela se caracteriza pelo medo obsessivo e ansiedade intensa diante da retração natural do pênis (no caso dos homens) ou da vulva e dos mamilos (no caso das mulheres). Porém, o medo de ver seus órgãos retraindo-se não é o problema, e sim a crença de que esta redução prosseguirá até que os órgãos desapareçam e o indivíduo morra (no caso dos asiáticos) ou que seu pênis seja simplesmente furtado (no caso dos africanos). Então, no caso de um homem que seja portador dessa síndrome, o seu órgão sexual continuará retraindo até desaparecer, penetrando de volta na cavidade abdominal e ocasionando o óbito do sujeito (por ter sido perfurado pelo próprio pênis!).
A palavra Koro é de origem malaia e significa cabeça de tartaruga (uma clara referência à habilidade da tartaruga ser capaz de retrair sua cabeça para dentro do casco, fazendo com que ela desapareça completamente). E é justamente isso que o acometido pela Síndrome de Koro sente. Entretanto, não existe nenhuma evidência biomédica ou etiologia da doença, logo o problema parece tratar-se na verdade de uma paranóia ou histeria de origem cultural, sendo que, a maioria dos casos registrados é originária da Ásia e da África. Na Malásia e no Sul da China, onde muitos casos já foram registrados, o problema é conhecido como yang sou e parece ter outra característica peculiar: é contagioso! Mas não no sentido de se transmitir via oral, ou pela relação sexual, e sim pela contaminação da obsessão em outros indivíduos, causando uma espécie de histeria coletiva.


(Fonte: bigodedegato)

Os primeiros registros dessa síndrome datam de 1880, em 3 publicações: uma americana, uma russa e outra inglesa. Vejamos alguns exemplos de episódios de Koro pelo mundo:
- Em 1908, um relatório francês descreveu alguns casos de retração genital, em epidemias ocorridas na China. Entretanto as descrições de Koro entrariam para os livros clínicos da medicina Ocidental apenas em 1936. Em 1950 a síndrome é anotada e psiquiatria e diagnóstico nosológico;
-Um dos episódios mais peculiares envolvendo esta síndrome ocorreu em Cingapura, em 1967, durante dez dias, quando centros de saúde locais foram invadidos por centenas de homens que acreditavam que seus pênis estavam sumindo. Jornais locais inicialmente relataram que algumas pessoas desenvolveram Koro após ingerirem carne suína inoculada com vacina  antigripe suína. Os rumores relativos ao fato do Koro ser transmitido por carne de porco se deram após um relatório que dizia que um porco tinha morrido de retração peniana. Os casos notificados foram ao todo 97 em uma única unidade hospitalar no mesmo dia, cinco dias após a notícia original. No fim, o Governo e os médicos aliviaram a população por meio da mídia;

(Fonte: biogalera)

- No ano de 1976, um surto epidêmico no norte da Tailândia causou pelo menos 350 casos da síndrome, sendo que a maioria em homens. Dessa vez o surto, acreditou-se, foi causado pela comida vietnamita  e por tabaco envenenado, durante um ataque hediondo contra o povo tailandês;
- Em 1982, um episódio da epidemia de Koro abateu-se sobre o norte da Índia, atingindo as camadas mais pobres da região. Não foi registrada nenhuma evidência de psicopatologia pré-mórbida significativa ou sexual na maioria dos casos;
- No final de 1996 em alguns países do oeste da África houve um relato de uma epidemia de redução genital. As vítimas acreditavam que tiveram seus órgãos roubados por alguém com quem tiveram algum contato. Essa ideologia se dava pela crença ocultista local, a ‘feitiçaria de juju’, onde esses órgãos eram usados para alimentar o que eles chama de organismo espiritual. A epidemia começou na Nigéria e em Camarões e espalhou-se para Gana, Costa do Marfim e Senegal, em 1997;


(Fonte: pt.wikinoticia)

- Nessa mesma época, em Benin, foram notificados alguns casos de quadrilhas que atacavam indivíduos acusados de roubo de pênis, sendo necessária a intervenção das forças de segurança para coibir a violência.
- O único caso registrado no Brasil foi de um homem que tentou se matar com duas facadas no abdômen, enquanto afirmava que seu pênis estava entrando para dentro do corpo. O registro foi feito pelo Instituto de Psiquiatria da USP.
Agora vamos tentar entender o que se passa na cabeça de um sujeito com esse problema. Como o cara pode imaginar que o ‘peru’ dele desapareceu se ele ainda continua lá diante dos olhos dele? Existem fatores que predispõe o indivíduo a acreditar nisso:

Exposição ao frio

É sabido que no frio os genitais, assim como os mamilos tendem a estarem mais retraídos que o normal dando a impressão de que deu uma encolhida. Logo, o cara, num ambiente frio, ao abaixar as calças e ver somente o ‘cotoco de fora’, pode acreditar que seu pênis possa estar desaparecendo de verdade.

Coito Excessivo

Bom, essa eu não consegui imaginar a relação com a redução dos genitais. Imagino que a neura surja após a diminuição de circulação de sangue no órgão, fazendo com que ele reduza para o seu tamanho normal.

Conflitos Interpessoais

Um relacionamento instável, com muitas reclamações sobre o desempenho sexual e o tamanho do órgão genital seria um bom exemplo.

Pressões Sócio-culturais

Aqui temos a necessidade de se encaixar nos padrões exigidos pela sociedade. Grande parte dos homens não está muito satisfeita com o tamanho de seu órgão genital e gostaria de aumentar alguns centímetros a mais. Mesmo sabendo que o desempenho é que faz a diferença, não ter um pênis tão grande quanto o daquele ator pornô bagaceiro pode trazer alguns traumas durante a interação sexual de uma pessoa com outra.


(Fonte: matutando2)

Na tentativa de resolver o problema, muitos apelam para medidas nada ortodoxas como amarrar o pênis com um cordão, prender uma caixa de madeira em torno do pênis, colocar talas, usar remédios fitoterápicos ou puxar com bastante força para evitar que o órgão não diminua.
            O tratamento geralmente apresenta remissão, sendo raramente de curso crônico. Entretanto, é preciso ressaltar que, principalmente em casos em que a síndrome está ligada a alguma psicopatologia, como transtornos psicóticos, o portador da síndrome deve ser acompanhado por psiquiatras, pois ao tentar resolver o problema sozinho, ele pode acabar incorrendo em amputações ou outros acidentes graves.
Assim,  se um dia você acreditar que seu pênis está sumindo do seu corpo ou te perfurando por dentro, fique relaxado, pois não passa apenas de mais uma bizarra alucinação causada por uma dessas síndromes incomuns.

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