A maconha é hoje uma das drogas ilícitas mais utilizadas no mundo. Ela foi, durante muitos anos, considerada legal, mas por volta do século XX passou a ser taxada de ilícita em muitos países, inclusive o Brasil. Ainda assim existem países onde a maconha é legalizada e alguns outros onde é comercializada unicamente como remédio (seja no controle de dores em pacientes ou no tratamento de outras doenças). Atualmente, uma das grandes problemáticas da maconha tem sido o combate ao tráfico dessa droga e a proliferação de dependentes químicos, porém, como se não bastasse a substância da planta cannabis ser consumida fumando-a, agora existe também a opção de consumir maconha em forma de bebida!
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| Refrigerantes a base de maconha (Fonte: folha.uol) |
Na verdade, essa história já não é mais novidade. Em 2008, na Holanda, célebre por ter uma das legislações mais liberais do mundo, foi lançado por duas empresas de bebidas de Amsterdã dois licores a base de maconha, o Squeeze Hennep e o Kierewiet, durante uma feira internacional de Horecava. A bebida foi distribuída a partir do mês de janeiro daquele ano e possuía cerca de 14,5 de álcool. Não é preciso dizer que foi um sucesso por lá, mesmo diante do protesto daqueles que defendem que, se a bebida alcoólica em geral, como destilados e cervejas são de consumo livre e já viciam podendo levar à morte e a outros problemas sociais como a violência doméstica, o que dizer do poder do álcool associado ao da maconha?
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| Licor holandês de maconha (Fonte: asnovidades) |
Porém, na contramão desses protestos eis que surge hoje um empresário norte-americano conhecido como Clay Butler, que tinha em mente faturar alto ao tentar popularizar ainda mais o uso de maconha em bebidas. Foi assim que ele teve a idéia de conceber refrigerantes de maconha. A bebida que atende pelo nome de Canna Cola deverá estar disponível nas lojas do Estado americano do Colorado em fevereiro desse ano. Cada garrafa custará o preço de 10 a 15 dólares e terá entre 35 e 65 miligramas de THC (tetrahidrocanabinol), o principal ingrediente psicoativo do cannabis, o mesmo gênero botânico utilizado para a produção de haxixe e maconha.
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| Publicidade do Canna Cola (Fonte: tahemushlegalize) |
Os efeitos causados pelo consumo da maconha são bastante variáveis e estão diretamente ligados à intensidade da dose utilizada, da concentração de THC na erva consumida e da reação do organismo do consumidor com a presença da droga. No caso da bebida criada por Clay Butler, ele afirma que a dose de THC presente em sua bebida é insignificante, se for comparada a algumas concorrentes que possuem até três vezes mais a presença da substância em suas bebidas. Logo, se a quantidade de THC extrapolasse esse limite aí sim poderia ser considerado nocivo para uma pessoa consumir. Ele ainda justifica que nunca fumou maconha e elaborou o produto por crer que os adultos têm o direito de pensar, comer, fumar, ingerir ou vestirem o que quiserem.
Além do sabor de cola, o empresário pretende lançar simultaneamente ao Canna Cola, outros sabores de refrigerantes a base de maconha. São eles: o de limão chamado "Sour Diesel", o de uva de nome "Grape Ape", o de laranja "Orange Kush" e, por fim, o inspirado na popular bebida Dr. Pepper, o "Doc Weed". Todos esses refrigerantes serão comercializados pela empresa dirigida por Scott Riddell, que afirma que os níveis de THC na Canna Cola serão bem menores do que o de outras bebidas do mesmo tipo, como os já citados licores holandeses, e terá no organismo um efeito similar ao de uma cerveja suave.
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| Servindo um drink de Squeeze Hennep (fonte: profze) |
A grande questão é saber se, na prática, os efeitos causados no usuário da bebida serão os mesmos descritos pelos seus criadores, seja isso a curto, médio e longo prazo. Eu não estranharia se brevemente encontrar por aqui essas bebidas, durante uma visita a um barzinho. É esperar pra ver.