O Vaga-lume, também conhecido como pirilampo, é um inseto muito conhecido pela produz e emissão de luz. Essa, por sua vez, ocorre em função da presença da luciferina que são pigmentos responsáveis pela bioluminescência (emissão de luz por alguns animais), sendo a parte iluminada dos vagalumes, geralmente de cor verde florescente, localizada na parte inferior da região abdominal.
(Fonte: doestrago)
Estes insetos possuem, de acordo com a espécie, de 1 a 3 centímetros em média de comprimento e possuem uma coloração que vai do amarelo claro ao marrom escuro, apesar de algumas espécies possuírem faixas pretas no corpo.
(Fonte: sitedecuriosidades)
Os vaga-lumes da espécie dos elaterídeos emitem faixos de luz de aproximadamente um metro de diâmetro, voam acima das copas das árvores e costumam se acasalar na época de verão, período que ficam mais ativos.
(Fonte: exame)
Os vaga-lumes vivem cerca de 1 a 3 anos, se alimentam de lesmas e caramujos. As fêmeas de sua espécie botam ovosem árvores apodrecidas. Apesar disso, esses bichinhos brilhantes podem ser encontrados algumas vezes em cidades, mas o seu habitat natural são mesmo as matas e florestas úmidas, campos e cerrados. Gostam também de brejos e regiões alagadas.
Aproveitando a presença de inúmeros vagalumes em algumas regiões japonesas, um grupo de cientistas japoneses experimentou acompanhar a rotina desses bichos através de registros fotográficos. Tal trabalho durou cerca de 3 anos para ser concluído.
A ideia de montar uma série impressionante de imagens de vagalumes partiu dos japoneses do site Digital Photo Blog. Entre 2008 e 2011, a equipe percorreu os arredores da Prefeitura de Maniwa, em Okayama, no Japão, e com uma câmera digital registrou milhares desses insetos luminosos. O efeito visto nas imagens abaixo só foi possível porque a lente do obturador do equipamento foi ajustado em uma velocidade lenta, o que permite ver com mais detalhe o rastro fluorescente deixado pela espécie. Confira.
Em 1995, cientistas da NASA estudaram os efeitos de várias drogas comuns sobre as habilidades de tecelagem das aranhas. O objetivo era analisar a estrutura periódica (ou falta dela) das teias após o contato das aranhas com diversas drogas e com isso determinar o nível de toxidade relativa de drogas como maconha, LSD, cafeína, anfetamina, mescalina e soníferos.
(Fonte: diariodebiologia)
Assim, quanto mais tóxica a droga, menos organizada era a teia de aranha tecida. A aranha sob efeito de maconha fez um bom trabalho de tecelagem, mas depois ficou entediada ou distraída, se afastou e não terminou o trabalho. Sob efeito da anfetamina, uma droga que causa um efeito eufórico estimulante, a aranha foi muito rápida e trabalhou energicamente, porém não teve muita organização do quadro geral e deixou grandes lacunas. Sob efeito de LSD, a aranha teceu sua teia psicodélica simétrica, que era muito bonita, mas não muito eficiente para captura insetos. Sob efeito de sonífero, não deu outra, a aranha ficou desorientada e “adormeceu” antes de terminar seu trabalho.
Para surpresa dos pesquisadores, a aranha sob efeito da cafeína, construiu uma teia horrível. Ao que parece, a cafeína deixou a aranha incapaz de construir até mesmo uma célula organizada, a teia não mostrou nenhum sinal de “cubos ou raios”, que são padrões fundamentais para o design de uma teia convencional. A cafeína foi a substância que mais afetou as aranhas e isso pode provar o quanto os aracnídeos são diferentes do seres humanos, enquanto nós tomamos um cafezinho para começar um bom dia de trabalho as aranhas podem perder todo o trabalho na presença dessa substância.
(Texto de Karlla Patrícia)
Teia sem efeito de drogas (Fonte: diariodebiologia)
Sob efeito de Benzedrina, um tipo de anfetamina (Fonte: diariodebiologia)
O rato do mar, (aculeata Aphrodita) é um verme poliqueta marinho encontrado no Atlântico Norte, Mar do Norte, o Mar Báltico e o Mediterrâneo. Ele pode viver em pisos enlameados do mar até cerca de 1000m.
(Fonte: lancashiremcs)
Seu corpo é coberto por um denso tapete de cerdas (pêlos), de qual o nome "rato do mar" deriva. Seu nome científico é tirado de Afrodite, deusa grega do amor. Eles podem crescer até 20 cm e são carnívoros ativos, eles alimentam de outras poliquetas, como Nereis, que pode ser até três vezes o comprimento do seu tamanho. Os tópicos iridescentes ou cerdas que emergem de seus preteridos são uma das suas características únicas. Normalmente, estas cerdas têm um brilho vermelho, alertando os predadores, mas quando a luz brilha sobre eles perpendicularmente, eles resplandecem em verde e azul. As cerdas são feitas de milhões de cristais submicroscópicos que refletem e filtram a luz tênue das profundezas do oceano. Um verme marinho simples na forma, mas que pode dar grandes contribuições para a engenharia ótica e deter a chave para novas tecnologias de comunicação do futuro.
(Fonte: suedaly)
(Fonte: suedaly)
Inclusive, pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega descobriram uma saída para a produção de fios nano em alta escala e em comprimentos cerca de 100 vezes maiores do que os fabricados atualmente. Isso seria possível graças a algumas características peculiares do rato do mar. Segundo a publicação especializada The NewScientist, os canais ocos localizados nas laterais do animal, de onde partem cerdas que funcionam como sistema de percepção do ambiente, podem ser utilizados como moldes para a construção de fios nano. Por conta disso, uma experiência realizada com o rato do mar concluiu que, utilizando seus canais ocos como molde, podem-se produzir fios nano de até 2 cm de comprimento. Atualmente, a tecnologia para a construção destes fios, além de cara, consegue fazer fios somente de até 0,2 cm de comprimento.
(Fonte: ispot)
(Fonte: marlin.ac)
Apesar desta possibilidade de avanço na área da nanotecnologia graças ao rato do mar, pouco se sabe ainda sobre este bicho. Seus espinhos têm aspectos físicos peculiares e interessantes. Pesquisadores no Reino Unido e Austrália disseram que esse animal tem uma técnica que poderia ser copiada para desenvolver sistemas fotônicos Hi-Tech. O rato do mar tem espinhos que normalmente aparecem com o fundo de cor vermelha. Mas quando a luz incide sobre uma coluna perpendicular ao seu eixo, essas listras se mostram em diferentes cores - indo do azul ao esverdeado. Na revista científica Nature, os cientistas liderados por McPhedran Ross, da Universidade de Sydney, na Austrália, disseram: A estrutura simples responsável por este efeito é um exemplo notável de engenharia fotônica para um organismo vivo. A Fotônica é a ciência da geração, controle e detecção de fótons, em particular no espectro visível e infravermelho próximo, mas que também se estende a outras porções do espectro, incluindo o ultravioleta (longitude de onda de 0,2 - 0,35 µm), infravermelho de onda larga (8 - 12 µm) e infravermelho distante (75 - 150 µm), onde atualmente estão sendo desenvolvidos de maneira ativa os lasers de cascata quântica. A fotônica surge como resultado dos primeiros semicondutores emissores de luz inventados em princípios de 1960, em General Electric, MIT Lincoln Laboratory, IBM, e RCA e viabilizados na prática por Zhores Alferov e Dmitri Z. Garbuzov e colaboradores que trabalhavam no Ioffe Physico-Technical Institute e quase simultaneamente por Izuo Hayashi e Mort Panish que trabalhavam nos Bell Telephone Laboratories.
(Fonte: skaphandrus)
Este efeito é um exemplo notável de engenharia fotônicas em um organismo vivo. Os pesquisadores investigaram essas habilidades fotônicas no rato-do-mar montando uma espinha em resina, cortando em seções e examinando sob um microscópio eletrônico. Eles descobriram que a coluna era composta de inúmeros cilindros hexagonais, empilhados em camadas para formar um cristal de estrutura semelhante. Cada cilindro é apenas uma fração do comprimento de onda da luz de diâmetro. Notavelmente, esses espinhos manipulam a luz com quase 100% de eficiência. Os espinhos são feitos de proteínas e têm um papel defensivo. Suas variações de cores são como um aviso aos predadores. O coeficiente de reflexão é alto nos espinhos que parecem ser um produto tirado do seu próprio habitat. O rato do mar existe desde as áreas rasas até as profundezas abissais do Oceano Atlântico Norte e do mar Mediterrâneo, tendo sido encontrado em mais de 2.000 metros abaixo do nível do mar. Abaixo de algumas centenas de metros onde há pouca luz que chega ao fundo do oceano, assim, para que os espinhos sejam eficazes, eles devem fazer um melhor uso de cada pedaço de luz disponível, disse o co-investigador Dr. Andrew Parker, da Universidade de Oxford. Embora a fotônica dos espinhos sejam elegantes e sofisticadas, os próprios espinhos são bem simples. O rato expulsa o material de sua coluna de maneira tão fácil quanto um bicho-da-seda produz a seda. Devido ao seu tamanho e design, e aos cilindros hexagonais nas espinhas, o rato do mar pode transmitir a luz com muito mais eficácia do que fibras ópticas.
(Fonte: mundogump)
Os investigadores sugeriram que o crescimento similar dos filtros ópticos por automontagem molecular pode ser possível. Estas estruturas podem ter aplicação em comunicações fotônicas, onde há grande interesse na fabricação de fibras de cristal fotônico com morfologia semelhante, como essa do rato do mar.
(Fonte: mundogump)
Além da utilidade desses vermes para ciência, algumas pessoas os tem criado como bicho de estimação, por incrível que pareça. Pelo que parece esses bichos também são capazes de sobreviver fora da água, assim como os ouriços do mar e, por suas características exóticas e o pouco conhecimento da sua existência pelas pessoas, muitos têm optado por adquirir esse estranho animal para domesticar. Se você gosta de ter pets bem fora do convencional, eis aqui uma ótima opção se criar.
Há cerca de 10 anos atrás surgiam as primeiras correntes de e-mails sobre o tenebroso caso dos gatos bonsai. Nesses e-mails anunciava-se num site a venda de gatos em miniatura dentro de garrafas transparentes. E pra tornar as coisas ainda mais bizarras, o site te ensinava a fazer o seu próprio gato bonsai:
Um cãozinho morto e transformado em um boneco (Fonte: orkut)
“Coloca-se gatos bebês em garrafas de vidro, enfia-se uma sonda em seu ânus, que sai por uma abertura na garrafa para desfazer-se da urina e fezes. Para que os gatos tomem a forma da garrafa, os alimentam com químicos para amolecer-lhes os ossos, aí os mantém pelo tempo que o gato aguentar sobreviver à tortura. Não pode mover-se, nem andar, nem limpar-se. À medida que vai crescendo ele vai tomando a forma do recipiente em que foi inserido”.
A idéia absurda parece ter pegado muita gente desprevenida e essa se tornou uma das principais correntes da época e ainda, segundo a Folha On-Line, em pesquisa realizada pela empresa Sophos, esse boato ficou em segundo lugar na lista de correntes falsas que mais circularam pela Web no mês de Outubro de 2003. Entretanto, esse assunto sempre volta com força total de tempos em tempos, até porque o site onde a farsa foi criada ainda existe até hoje.
Infelizmente nem tudo é de mentira nessa vida. Alguns anos depois surgiria um outro site polêmico que apostava na manipulação bizarra de animais para chamar a atenção.
(Fonte: orkut)
Uma holandesa chamada Katinka Simonse, também conhecida como Tinkebell, lançou na Internet um manual de como transformar seu gatinho de estimação numa bolsa! Segundo ela, seus gatos eram mortos e convertidos em bolsas porque ela amava a moda.
Tinkebell (Fonte: orkut)
O manual explicava o passo a passo, desde o abate do bichano até a transformação do mesmo numa bolsa. O macabro site gerou a revolta de milhares de pessoas que a acusavam de abuso e maltrato a animais. Uma petição foi criada em uma comunidade do orkut para tirar esse manual do ar. E, ao que parece, o link do site acabou ficando inativo mesmo. O que não quer dizer que Tinkebell desistiu de fazer arte usando animais de sua propriedade.
Roedores em bolas (Fonte: blondebynature)
Ela atualmente é proprietária de 60 hamsters em bolas e porquinhos da Guiné manipulados por controle remoto. Ela também costuma colocar pintinhos em trituradores de papel e escrever números sobre os caramujos em seu jardim para manter a contagem deles.
Há um tempo atrás houve investigações sobre o comportamento dela. Ela alegava que seus animais não eram mortos para a criação de suas obras de arte. A Organização de Proteção Animal Holandesa, por sua vez, era consciente da situação e considerava uma falta de respeito para com os animais a morte dos mesmos pela arte, como justificava Katinka.
(Fonte: orkut)
(Fonte: eucom-isso)
Em conversa com a moça a organização acabou concluindo que o objetivo dela não era causar sofrimento aos animais, e sim fazer uma declaração chocante, trazendo o mesmo impacto que a morte de animais para a confecção de casacos de pele e sapatos traria. A Organização de Proteção Animal Holandesa acredita que os animais mortos devem ser respeitados, assim como o uso destes em obras de arte também deve ser respeitoso: “Animais mortos podem ser usados na arte, desde que a situação retratada seja característica ao animal”, dizem. Logo, a gente conclui que a Tinkebell quebrou uma lei, mas nada foi feito a respeito.
O boneco é reversível. De um lado, apresenta-se na forma de um cachorro e do outro, ao ser manuseado e virado do avesso, acaba por revelar um gato (Fonte: orkut)
(Fonte: orkut)
Katinka Simonse se considera uma "designer de discussões". Ela pesquisa as questões contemporâneas e os movimentos populistas, incluindo o ativismo dos direitos dos animais, e suas estratégias. Hipocrisias e discursos dentro destes movimentos são os pontos principais do foco de seu trabalho.
(Fonte: orkut)
(Fonte: orkut)
Segundo Tinkebell seu foco é o uso do grotesco para chamar a atenção para a verdade do nosso comportamento. Ela indaga: “Qual é a diferença se uma cobra está sendo morta para a confecção de botas de couro, ou se uma vaca está sendo morta, eviscerada e depois comida, ou ainda se pintos machos, que iam ser mortos de qualquer maneira em uma casa de abate por meio de gaseamento ou outro método, são simplesmente submetidos a um triturador? Qual a diferença de você dar ao seu filho um coelho de estimação ou simplesmente dar-lhe um verdadeiro coelho, morto de pelúcia? Qual é a razão de se conseguir um hamster se você só vai interagir com ele através de uma bola de plástico ou gaiola? Para mim os animais são objetos”.
(Fonte: orkut)
Tinkebell concluiu que suas ações não são piores do que a de abatedouros de carne, de laboratórios de pesquisa, de fábricas de criação de pets (que são comprados e vendidos por PetSmarts) ou do que seres humanos que reproduzem animais em gaiolas para venda. Tudo bem que suas comparações são mesmo equivalentes às suas ações, entretanto, não é porque vemos algumas pessoas andando tortas que vamos nos entortar também. Se você usa o maltrato contra animais como artifício para fazer maldade aos mesmos, então você poderia usar a mesma lógica para maltratar um ser humano, já que é uma coisa que também acontece em nossa realidade. Se começarmos a enxergar atitudes como essa como se fosse uma coisa normal, vai chegar um ponto onde histórias como a do filme “O Albergue”, onde ricaços pagam para torturar pessoas, vai se tornar uma coisa banal na cultura humana.
(Fonte: orkut)
Ela matou seu próprio gato e o converteu em bolsa, porque segundo ela "adora moda"(Fonte: orkut)
E o que dizer sobre o fato dessa moça utilizar a arte como desculpa para satisfazer o seu egocentrismo masoquista? Sabemos que a arte é uma forma de expressão que atinge o espectador das formas mais inusitadas possíveis. Algumas obras causam admiração, outras causam repúdio, tudo depende do objetivo do artista. Mas será que no campo da arte tudo é mesmo possível. Não há limites para o bom senso? Há um tempo atrás uma artista plástica norte-americana gerou polêmica ao engravidar repetidas vezes para abortar logo em seguida e usar isso como forma de expressão de arte. Qual o propósito disso, já que mais parece uma forma desesperada de chamar atenção da mídia para si?
(Fonte: eucom-isso)
(Fonte: orkut)
As ONGs que criticaram a obra de Tinkebell ganharam o reforço de um partido político que condena a obra, intitulada “Popple”, e a chama de "arte extrema". A parlamentar Esther Ouwehand criticou a exposição: "É repugnante! ultrapassa o limite do aceitável".Mas para a ‘patricinha’, esse será apenas um protesto contra o modo que os animais são tratados e contra a obsessão de criar seres perfeitos através de manipulação genética, acredite se quiser.
O Vale da Morte, é uma árida depressão localizada ao norte do Deserto de Mojave, nos Estados Unidos, na Califórnia. Estende-se por aproximadamente 225 km, ao longo da fronteira da Califórnia com o estado de Nevada, a aproximadamente 160 km oeste de Las Vegas. O Vale da Morte é famoso por seu clima extremamente quente. Este lugar consiste em um deserto orográfico formado devido a sua localização. Por estar situado a sotavento das montanhas “Sierra Nevada”, observa-se a existência de uma zona de sombra de chuva sobre esse vale, o que explica os baixos totais pluviométricos do local.
(Fonte: thelivingmoon)
A temperatura mais alta das Américas, e a segunda mais alta já registrada no planeta, foi registrada no Vale da Morte em 10 de julho de 1913. Lá, a temperatura máxima foi de 56,6°C. Além disso, possui o ponto mais baixo dos Estados Unidos (86 metros abaixo do nível do mar).
No Vale da Morte está localizada a maior fonte de boratos (sais oxigenados que contém o boro e o oxigênio na composição química do ânion do sal) do mundo, em uma mina a céu aberto. Também é o local da ocorrência de um curioso fenômeno natural de rochas deslizantes e é disso que vamos tratar
(Fonte: photosfan)
Em uma zona dessa região, mais precisamente num lugar onde se localiza um antigo lago seco, conhecido como Racetrack Playa, existe um fenômeno que intriga cientistas a mais de 5 décadas: as pedras da paisagem parecem se mover por conta própria, deixando para trás longas trilhas no chão de argila dura rachado. Ninguém nunca viu as pedras realmente se movendo, mas elas se movem, pois as rochas locais e as trilhas que elas deixam atrás de si mudam de posição ao longo do tempo.
(Fonte: minilua)
A maioria das pedras errantes tem, aproximadamente, o tamanho de uma garrafa de refrigerante de um litro, mas são muito mais pesadas. Porém, existem também pedras maiores, com peso próximo de 700 quilos, que também se deslocam misteriosamente. Ou seja, não se pode esperar que essas rochas deslizem pelo chão com muita facilidade. A gravidade facilmente explica como dezenas de pedras pesadas poderiam ter caídode encostas adjacentes para a margem do lago que desapareceu há tempos atrás, mas não pode explicar como elas percorreramgrandes distâncias em uma superfície plana.
(Fonte: minilua)
Em 1955,GeorgeM.Stanleypropôs pela primeira veza teoria de queas pedrasse moviam como auxílio deplacas de geloque se formam na superfícieapós uma leve inundação que ocorria no lago num determinado período do ano (inverno e início de primavera). Houvemomentos em que olago foi inundado comágua parada em até 7cm de profundidadee, nessa época, as temperaturascomumentecaíam abaixo de zerona superfície.
(Fonte: minilua)
(Fonte: thelivingmoon)
Entretanto, em 1976, em um estudo feito por Bob Sharp e Dwight Carey, descobriu-se que não existe um padrão na movimentação e eles contestaram a teoria de Stanley. Eles analisaramas faixase concluíram que, por causa decaracterísticas do soloea geometriados rastros deixados pelas rochas, camadas de gelonão poderiam ter sidoenvolvidasna formação demarcas feitas pelas pedras deslizantes. Além disse Sharp e Carey determinaram quealgumas pedras se moviam metros por ano, outras centímetros; umas em linha reta, outras fazendo curvas. Contudo, o mais intrigante é que duas pedras muito próximas não se moviam juntas, ou seja, se tivesse duas pedras lado a lado, uma poderia se mover 200 metros em 5 anos e a outra simplesmente permanecer no lugar em que estava. Através disso eles concluíram que tais trajetos teriam sido impossíveis de ser concluídos se dependessem de camadas de gelo para as pedras serem movidas.
(Fonte: thelivingmoon)
Em 1995, John B.Reid,Jr.eoutros geólogosdoHampshire Collegediscordaramdas conclusões de SharpeCarey.Usandodados de setevisitas feitas no Vale da Morte, do final de 1980a 1994, eles suportarama hipótesedefendida por Stanley, das camadasde gelo. Eles compararam a semelhança dos rastros deixados pelas fazendo ummapeamento cuidadoso e viram quea maioria das marcasformadas durante os movimentos tinham caminhos congruentes.Algunstendem adesviar-seperto dofinal da trilhae elesjustificaram este fatoexplicando quea camada de gelosequebra em pedaçosmenores à medida quederretiame as rochasembutidapoderiam desviar suas rotas originais.
Reidconduziram experimentos decoeficiente de atritoe determinou queo atritoda superfíciedo lago de Playaera tão alto que era impossível a velocidade do vento local deslocar uma rocha pesada. Para isso serianecessário bastante energia para moversozinhaas rochasna superfície da região. Reidtambém tentouexplicar o movimentodas rochas dizendo que a forte congruênciade rastrosespaçadose resistênciadas rochaseram altasparacorrerna lama, sendo assim necessárias as camadas de gelopararochas de Racetrack Playa deslizarem.
(Fonte: foum.xcitefun)
Esta hipótese foi acompanhada de perto porSharp eCarey, que rebateram essas análises em 1996. Eles reafirmarampontos sobre os rastros das pedras. Aquelas que eram angularesviajavamem umalinharetae as rochasarredondadas tinha uma tendência de vagar mais com a ‘quilha’ para manter-se em linha reta. Se as camadas de geloestavam envolvidas nesse processo não teriam nenhum efeitosobre a superfície.Eles também apontaramas trilhas que se cruzavameoutras geometriasque seriamdifíceis de explicarcom o movimentode gelo. Sharp eCareyreafirmaramum ponto anterior , que diz respeito aos experimentosfeitos, onde esqueceram de levar em consideração oatrito deuma camada deargila finaque se formana superfície de Playaapós o alagamento, mas que éarrancadorapidamenteapós a secageme descamação.Esta camadade argiladiminui significativamenteo atritona superfície Playa. Eles concluíram que tanto o gelo com o vento quanto o vento sozinho poderiam criar trilhas de pedra na região.
Ainda em 1996, Reid respondeu à discussão deSharp eCareycom a revisãodas análises feitas no ano anterior e reafirmou o que foi dito pela dupla:"Estamos de acordo com tudo o que foi dito por Sharp e Carey,de quedois mecanismos distintosdevem existir para mver as pedras de Racetrack Playa. Será que existem outros?"
(Fonte: forum.xcitefun)
A questão é que uma resposta definitiva ainda não foi estabelecida e as respostas ainda estão no campo das hipóteses. Durante décadas os cientistas têm traçadas as faixas, analisado o solo, e traçado o tempo na tentativa de resolver o mistério. Todas as teorias envolvem ventos extremamente fortes, mas diferem sobre o processo exato da física que permite que as rochas superem a fricção. A resposta seria a lama, a água, o gelo, ou uma combinação deles? As teorias mais malucas envolvem hipóteses de que os alienígenas é que estavam movendo-as, ou campos magnéticos, ou mini-terremotos periódicos, ou ainda os estudantes engraçadinhos da Universidade de Nevada, em Las Vegas. Mas isso não é plausível, porque se alguém estivesse empurrando-as, haveria marca de pegadas. Agora, cientistas afirmam estarem perto de desvendar esse mistério desértico. Recentemente, um grupo de estagiários da NASA encarou a missão de estudar o fenômeno. Além de coletar medidas de GPS e uma infinidade de outros dados, os alunos recuperaram instrumentos que haviam sido enterrados no solo três meses antes, para medir umidade e temperatura, por exemplo.
Os estagiários planejam publicar um livro este ano apresentando seus resultados, que até agora parecem apoiar-se na teoria de Stanley onde, durante os meses de inverno, forma-se gelo em torno das rochas, o que lhes permite deslizar sobre a superfície congelada do deserto.
Os dados recolhidos indicam que o local estava molhado e frio o suficiente durante o inverno para formar gelo. Segundo os pesquisadores, isso prova que algumas das condições exigidas para mover essas pedras foram cumpridas. Para eles, é muito claro que essas rochas são ajudadas pelo gelo de algum modo. Alguns investigadores acreditam ainda que as plantas locais também podem desempenhar um papel importante.
(Fonte: minilua)
Se bem que, convenhamos, mesmo que se formasse uma camada de gelo por onde essas pedras pudessem deslizar, isso não seria o suficiente para que pedras mais pesadas se deslocassem por conta própria. Além disso, se elas deslizassem pelo gelo não ficariam as marcas presentes no chão, que vemos pelas fotos. E se as plantas locais desempenham um papel nesse deslocamento, qual seria, já que praticamente não existe vegetação próxima dos locais por onde as pedras costumam se deslocar?
Segundo os cientistas, estudar este local não só ajuda a resolver os mistérios do nosso próprio planeta, mas também a compreender melhor as condições de outros mundos. Os pesquisadores pretendem comparar as condições meteorológicas da região com as de perto de Ontario Lacus, um vasto lago de hidrocarboneto líquido na lua Titã, de Saturno.