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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Inventores que foram mortos pela própria invenção – Parte II

6. Horace Lawson Hunley - O submarino Hunley

Horace Lawson Hunley (Fonte: filhotede pombo)


Aos 40 anos, o americano Horace Hunley já havia atuado como legislador, advogado e engenheiro naval. Mas foi nesta última profissão que obteve mais sucesso: criou o primeiro submarino de combate, o H.L. Hunley, durante a Guerra Civil Americana. A embarcação, porém, foi tachada como perigosa depois que cinco dos nove tripulantes morreram ainda no primeiro teste. Mas Horace não desistiu. Continuou trabalhando e tentando aperfeiçoar sua invenção. Quando achou que o submarino estava finalmente pronto para atacar, preparou um segundo teste, também fracassado. O submarino afundou e, dessa vez, matou os nove tripulantes, inclusive o próprio Horace, que havia resolvido participar da experiência. Isso aconteceu em 1863.

7. Aurel Vlaicu - Avião

Aurel Vlaicu (Fonte: filhotedepombo)


Aurel Vlaicu (1882-1913) foi um engenheiro, inventor, projetista de aviões e pioneiro da aviação romena. Ele construiu seu primeiro avião em 17 de junho de 1910 e conseguiu fazê-lo voar. Vlaicu então construiu seu segundo avião e ganhou muitos prêmios no show aero 1912. Infelizmente, ele morreu em sua própria criação em 13 de setembro de 1913, quando "Vlaicu II (seu segundo avião) recusou-se a atravessar a Cordilheira dos Cárpatos. Vlaicu já estava trabalhando em um novo avião chamado de "Vlaicu III", mas quando soube que outros dois pilotos romenos também estavam planejando atravessar os Cárpatos, ele tomou uma decisão precipitada, usar o seu velho e desgastado "Vlaicu II", ao invés de aguardar a conclusão dos trabalhos no novo modelo. Foi uma decisão que lhe custou a vida.
8 - Li Si (Técnicas de tortura)
Li Si (Fonte: filhotedepombo)

A história do chinês Li Si é mais antiga e ainda mais mórbida. Enquanto chanceler da dinastia de Qin, entre os anos de 246 e 208 a.C., o influente político inventou uma técnica de punição chamada de “As cinco dores”. A vítima tinha primeiramente o nariz cortado, depois uma das mãos e, em seguida, um dos pés. O próximo passo era castrar o torturado e, por último, corta-lo ao meio na altura da cintura. O homem era deixado lá, para morrer de tanto sangrar.
Li Si tinha muita influência durante o governo dos dois primeiros imperadores com quem trabalhou. Porém, quando o segundo morreu e um terceiro assumiu, sua força ficou balançada. Para tentar converter a situação, o chanceler passou a manipulador o imperador ao suicídio, ato que foi delatado por uma pessoa próxima. Li Si foi condenado por traição e morreu em 208 a.C. por meio da mesma técnica que inventou.

9 - Marie Curie

Marie Curie (Fonte: filhotedepombo)


A cientista polonesa Maria Sklodowska-Curie foi a primeira mulher a lecionar na Universidade de Paris. Mas isso não quer dizer nada perto das outras conquistas: ela foi também a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel e a primeira pessoa a ganhar dois destes prêmios – de Física em 1903 e de Química em 1911. As vitórias decorreram da descoberta dos elementos rádio e polônio, além de um método para isolar isótopos radioativos.
Como foi uma das primeiras pessoas a pesquisar o tema, Maria não tinha conhecimento da nocividade dos materiais radioativos para o corpo humano – a palavra “radioativo”, inclusive, também foi invenção dela. Quase todo o seu trabalho foi realizado em um galpão sem nenhum tipo de proteção, que hoje foi convertido em museu. Mas seus livros e papéis são tão contaminados que estão armazenados em caixas de chumbo. A cientista morreu em 1934 de anemia aplástica, causada pela intensa exposição à radiação.

10 - John Godfrey Parry-Thomas

John Godfrey Parry-Thomas (Fonte: filhotedepombo)


Nascido no País de Gales, J. G. foi um engenheiro apaixonado por carros de corrida. Ele reconstruiu seu carro para ser alimentado por um motor V12 Liberty, além de uma série de outras modificações. O resultado de suas experiências, que ele chamou de Babs, foi o primeiro carro exclusivamente dedicado a bater o recorde de velocidade terrestre.
Em 27 de abril de 1926, John – que era o próprio piloto de sua invenção – alcançou seu objetivo e atingiu a maior velocidade já registrada por um carro. No dia seguinte, quebrou o próprio recorde, chegando a aproximadamente 275 km/h. Um ano depois, o antigo recordista passou esta velocidade e John queria uma revanche, ocasião em que acabou morrendo.
Babs era muito rápido, mas não tão seguro. O motor era alto, então atrapalhava a visão e obrigava o piloto a inclinar a cabeça para o lado direito. Além disso, havia umas correntes expostas, usadas para ligar o motor às rodas, que podiam ferir fácil alguém, caso quebrassem. Aos 270 km/h, este incidente ocorreu. As correntes bateram forte na cabeça de John, matando-o instantaneamente.



            Inventores que foram mortos pela própria invenção - Parte I

Inventores que foram mortos pela própria invenção - Parte I

Os inventores passam anos de sua vida em suas invenções, para deixá-las impecáveis e poder revelar ao mundo o fruto do seu trabalho. Muitos deles passam a vida no anonimato, mas também existem aqueles cujas invenções não só atrairam a atenção da humanidade, mas também (de alguma forma) causaram a morte de seu inventor.

1 - Frantz Reichelt (o alfaiate voador)
Frantz Reichelt (Fonte: filhotedepombo)

Frantz Reichelt (falecido em 4 de Fevereiro de 1912), foi um alfaiate e inventor austríaco, famoso por ter sua morte acidental registrada em filme. Conhecido como "o alfaiate voador", Frantz Reichelt criou um traje para voar ou flutuar levemente até o solo, como o moderno pára-quedas. Para demonstrar sua invenção, ele pulou do primeiro pavimento da Torre Eiffel, na época a estrutura mais alta do mundo, de uma altura de 60 metros. Apesar do fato de que ela foi planejada para usar um boneco, no último minuto, ele decidiu testar a sua invenção de forma independente. A invenção falhou e Reichelt caiu para sua morte. Registrada pelas câmeras da imprensa reunida, a queda abriu um considerável buraco no solo, mas não foi a causa mortis do alfaite: a autópsia do corpo mostrou que ele sofreu um ataque cardíaco, morrendo antes mesmo de tocar no solo. Há um vídeo da sua morte o salto de 90 metros:

2 - Max Valle (Motor de foguete)

Max Valle (Fonte: filhotedepombo)


Max Valle (1895-1930) estava na vanguarda da ciência de foguetes na Alemanha e foi um membro fundador da «Verein für Raumschiffahrt» (Sociedade de Vôo Espacial) - muitos dos membros dessa sociedade foram responsáveis pelo sucesso de programas espaciais do século 20.
Na década de 1930, a sociedade trabalhou com os foguetes de combustível líquido, e Valle estava preparando para fazer o test-drive do primeiro carro com o motor de foguete. Infelizmente, este tipo de motor o destruiu: um mês depois, em 17 de maio de 1930, um foguete, no qual Valle estava trabalhando em seu laboratório, em Berlim, explodiu, disparando um fragmento de metal em sua artéria pulmonar direita, matando-o.

3 - Otto Lilienthal (Pai do vôo planado)

Otto Lilienthal (Fonte: filhotedepombo)


Otto Lilienthal - (Pomerânia, 23 de maio de 1848 - 10 de agosto de 1896), conhecido como o "Pai do vôo planado", foi um pioneiro da história da aviação. Ele é creditado como o primeiro homem a manejar repetidas vezes um aparelho mais pesado que o ar na atmosfera.
Lilienthal realizou cerca de dois mil vôos planados entre 1891 e 1896, atingindo em alguns cerca de 350 metros de distância. Várias vezes, ele conseguiu subir mais alto que o seu ponto de partida e efetuar viragens. Seus ensaios tiveram lugar em Bremen, Steglitz, Lichterfelde, e depois em Rhinow. Também tentou criar uma máquina mais pesada do que o ar, usando um motor de ácido carbônico. Em 9 de agosto de 1896, durante um voo com seu planador mergulhou de uma altura de aproximadamente 20 metros e quebrou sua espinha dorsal. Ele morreu no dia seguinte. Suas últimas palavras foram:
Opfer müssen gebracht werden (Sacrifícios precisam ser feitos).
Lilienthal foi o primeiro homem que foi fotografado em voo: esta foi uma das bases da influência que ele exerceu sobre todos os pesquisadores do seu tempo e depois, porque ele assim inspirou aos hesitantes a confiança no futuro da aviação.
Seus projetos contribuíram para o desenvolvimento da asa delta.

4 - Harry Daghlian e Louis Slotin (Fosso do Demônio)
Harry Daghlian (Fonte: filhotedepombo)

Louis Slotin (Fonte: filhotedepombo)


Demon Core (Fosso do Demônio) ganhou esse "apelido" após matar dois cientistas.
O Demon Core foi criado para ser usado em pesquisas no Laboratório Nacional de Los Alamos. Ocorreram dois acidentes de criticidade:

O Fosso do Demônio (Fonte: filhotedepombo)



Em 21 de agosto de 1945, o núcleo foi cercado por tijolos refletores de nêutrons para experiências, esses tijolos refletiram os nêutrons e deixaram o núcleo crítico, o cientista Harry Daghlian retirou rapidamente os tijolos impedindo uma reação em cadeia, porém ele recebeu uma dose fatal de radiação e morreu 25 dias após o incidente.

(Fonte: filhotedepombo)



Em 21 de maio de 1946 o físico Louis Slotin e outros sete cientistas cercaram o núcleo novamente com os tijolos, para uma experiência visando saber até onde a massa poderia ser considerada sub critica, quando Slotin foi fazer um teste chamado de fazer cócegas na cauda do dragão, devido a sua periculosidade, que consistia em retirar o núcleo com uma chave de fenda, ele escorregou a chave de fenda fazendo o núcleo ficar supercrítico e liberar uma explosão de nêutrons e raios gama(que foram descritos como um flash azul por observadores) que atingiram Slotin, ele rapidamente fechou a duas metades dos refletores de nêutrons, salvando a vida dos outros cientistas, porém Slotin sofreu uma dose letal de radiação e morreu 9 dias depois do incidente.

5 - Jean-Francois de Rozier Pilatre (balão Rozier)

O balão de Jean-Francois de Rozier Pilatre (Fonte: filhotedepombo)


O francês Jean-Francois de Rozier Pilatre (1754-1785) foi um aviador excelente, com algumas realizações excepcionais. A primeira delas foi o fato de que, juntamente com o Marquês d'Arlandesom em 21 de novembro de 1783 fez o primeiro vôo tripulado em um balão de ar quente.  O segundo foi um fiasco, em 15 de junho de 1785 ele e seu companheiro, Pierre foram as vítimas de desastre aéreo ao tentar atravessar o Canal da Mancha em um balão.
O balão da categoria Montgolfier, não estaria apto para esta tarefa, pois exigía grandes quantidades de combustível para aquecer o ar, no interior do balão. Depois de várias tentaivas, só em 15 de Junho de 1785 é que Rosier, e o seu companheiro, Pierre Romain, decolaram de Boulogne-sur-Mer. O início do voo correu bem mas, ventos contrários empurraram o balão de novo para terra, a mais de 5km do ponto de partida. Subitamente, o balão perdeu ar e, embora não tenha se incendiado, caiu. Ambos os ocupantes morreram. Oito dias depois da tragédia, a noiva de Rosier suicidou-se. Uma lápide comemorativa do acidente foi erguida no local pouco tempo depois.



            Inventores que foram mortos pela própria invenção – Parte II

domingo, 20 de novembro de 2011

O mundo nanotecnológico – Parte III - O futuro da nanotecnologia

No mundo de "Jornada nas Estrelas", máquinas chamadas de replicadores podem produzir praticamente qualquer objeto físico, de armas a copos fumegantes com chá Earl Grey. Considerado para ser exclusivamente um produtos de ficção científica, os replicadores são uma possibilidade bem real para algumas pessoas. Elas chamam isso de fabricação molecular, e se algum dia ela se tornar uma realidade, vai mudar o mundo drasticamente.

(Fonte: megaarquivo)


Átomos e moléculas ficam juntos porque eles têm formas complementares que os mantêm juntos, ou cargas que se atraem. Assim como com magnetos, um átomo carregado positivamente vai grudar num átomo carregado negativamente. À medida que milhões desses átomos forem colocados juntos por nanomáquinas, um produto específico começará a tomar forma. O objetivo da manufatura molecular é manipular átomos individualmente e colocá-los num padrão para produzir uma estrutura desejada.

(Fonte: ciencia.hsw)


O primeiro passo seria desenvolver máquinas nanoscópicas, chamadas montadoras, que os cientistas podem programar para manipular átomos e moléculas à vontade. O professora Richard Smalley, da Universidade Rice, frisa que só uma máquina nanoscópica levaria milhões de anos para montar uma quantidade significativa de material. Para que a manufatura molecular seja prática, seria preciso trilhões de montadores trabalhando juntos simultaneamente. Eric Drexler acredita que os montadores poderiam, primeiro, autorreplicar-se, construindo outros montadores. Cada geração construiria outra, resultando num crescimento exponencial até que houvesse montadores suficientes para produzir objetos.
Trilhões de montadores e replicadores poderiam caber em uma área menor que um milímetro cúbico, e ainda seriam muito pequenos para serem visto a olho nu. Montadores e replicadores poderiam trabalhar juntos para construir produtos automaticamente, e poderiam, eventualmente, substituir todos os métodos tradicionais de trabalho. Isso poderia diminuir amplamente os custos de manufatura, fazendo com isso mercadorias de consumo abundantes, mais baratas e mais fortes. Finalmente, seríamos capazes de replicar qualquer coisa, inclusive diamantes, água e comida. A escassez de comida poderia ser erradicada pelas nanomáquinas, que fabricariam alimentos para alimentar a fome.
            A nanotecnologia deve ter seu maior impacto na indústria médica. Pacientes beberão líquidos contendo nanorrobôs programados para atacar e reconstruir a estrutura molecular das células do câncer e dos vírus. Há até uma especulação de que os nanorrobôs poderiam atrasar ou reverter o processo de envelhecimento, e a expectativa de vida poderia aumentar significativamente. Os nanorrobôs também poderiam ser programados para realizar cirurgias delicadas - como nanocirurgiões, eles trabalhariam num nível milhares de vezes mais preciso que o mais afiado dos bisturis. Ao trabalhar em uma escala tão pequena, um nanorrobô poderia operar sem deixar as cicatrizes que uma cirurgia convencional deixa. Além disso, os nanorrobôs poderiam mudar sua aparência física. Eles poderiam ser programados para realizar cirurgias cosméticas, rearranjando seus átomos para mudar suas orelhas, seu nariz, sua cor de olho ou qualquer outra característica física que você desejasse alterar.

(Fonte: ciencia.hsw)


 A nanotecnologia tem um potencial para ter efeitos positivos no ambiente. Por exemplo, cientistas poderiam programar nanorrobôs aerotransportados para reconstruir a camada de ozônio. Os nanorrobôs poderiam remover contaminantes das fontes de água e limpar derramamentos de óleo. A fabricação de materiais usando um método de nanotecnologia conhecido como bottom-up - a partir da junção de componentes individuais, em vez de usinagem ou outro método de formação a partir de grandes blocos - também polui menos que os processos convencionais de manufatura. Nossa dependência de recursos não renováveis poderia diminuir com a a nanotecnologia. O corte de árvores,  a exploração de minas de carvão, a perfuração de poços de petróleo podem não ser mais necessárias - as nanomáquinas poderiam produzir esses recursos.
Muitos especialistas em nanotecnologia acham que essas aplicações estão fora do reino da possibilidade, pelo menos num futuro próximo. Eles alertam que as aplicações mais exóticas são apenas teorias. Alguns se preocupam que a nanotecnologia pode acabar como a realidade virtual - em outras palavras, o exagero à cerca da nanotecnologia vai continuar a crescer até que as limitações do campo sejam de conhecimento público, e, então, o interesse (e o dinheiro) vai se dissipar rapidamente. 

 

Quão nova é a nanotecnologia?


Em 1959, Richard Feynman, físico e futuro vencedor do Nobel, deu uma palestra na American Physical Society chamada "There's Plenty of Room at the Bottom" [Há muito espaço na Base].  O foco do seu discurso era sobre o campo da miniaturização e como ele acreditava que o homem poderia criar dispositivos cada vez menores e mais poderosos.

Em 1986, K, Eric Drexler escreveu "Engines of Creation" [ Motores da Criação] e introduziu o termo nanotecnologia. A pesquisa científica realmente expandiu na última década. Inventores e corporações não estão muito atrás - hoje, mais de 13 mil patentes registradas no Escritório de Patentes dos EUA têm a palavra "nano" nelas [fonte: US Patent and Trademark Office].

 

Desafios, riscos e ética da nanotecnologia



(Fonte: loucuramental)


O desafio mais imediato na nanotecnologia é que nós precisamos aprender mais sobre materiais e suas propriedades na nanoescala. Universidades e corporações de todo o mundo estão estudando rigorosamente como os átomos se encaixam para formar grandes estruturas. Nós ainda estamos aprendendo como a mecânica quântica impacta as substâncias à nanoescala.
            Como os elementos em nanoescala se comportam de maneira diferente do que eles fariam em sua forma principal, há uma preocupação de que algumas nanopartículas possam ser tóxicas. Alguns médicos temem que, por serem tão pequenas, as nanopartículas possam facilmente atravessar a barreira sangue-cérebro, uma membrana que protege o cérebro de componentes nocivos lançados na corrente sanguínea. Se planejamos usar nanopartículas para revestir tudo - de nossas roupas a rodovias, precisamos ter certeza de que elas não vão nos envenenar.

(Fonte: ciencia.hsw)


Fortemente relacionada à barreira do conhecimento está a barreira técnica. Para que as incríveis previsões sobre a nanotecnologia se tornem realidade, temos de encontrar formas de produzir em massa produtos de tamanho nanométrico como transistores e nanofios. Embora possamos usar nanopartículas para fazer coisas como raquetes de tênis e tecidos que não amassam, ainda não podemos fazer chips para microprocessadores realmente complexos com nanofios.
            Existem algumas preocupações sociais pesadas sobre nanotecnologia também. A nanotecnologia também pode permitir que criemos armas mais poderosas, letais e não letais. Algumas organizações estão preocupadas que nós consigamos apenas examinar as implicações éticas da nanotecnologia nos armamentos depois que esses dispositivos estiverem construídos. Elas encorajam cientistas e políticos a examinar cuidadosamente todas as possibilidades da nanotecnologia antes de se projetarem armas progressivamente poderosas.
Se a nanotecnologia na medicina possibilitar que nos melhoremos fisicamente, isso é ético. Na teoria, a nanotecnologia médica poderia nos tornar mais inteligentes, mais fortes e nos dar outras possibilidades que variam de uma cura rápida à visão noturna. Devemos perseguir esses objetivos? Podemos continuar nos chamando de humanos, ou nos transformaríamos em trans-humanos - o próximo passo no caminho evolutivo do homem? Já que quase toda tecnologia começa sendo muito cara, isso  quer dizer que estaríamos criando duas raças de pessoas - uma raça abastada de humanos modificados e uma população mais pobre de pessoas inalteradas? Nós não temos respostas para essas perguntas, mas várias organizações estão encorajando os nanocientistas a considerar essas implicações agora, antes que seja muito tarde.
Nem todas as questões envolvem a alteração do corpo humano - algumas lidam com o mundo das finanças e da economia.  Se a fabricação molecular se tornar uma realidade, como ela vai impactar o mundo da economia? Assumindo que possamos construir qualquer coisa de que precisemos com o clique de um botão, o que acontece com todos os empregos industriais? Se podemos criar qualquer coisa usando um replicador, o que acontece com a moeda? Devemos mudar para uma economia completamente eletrônica? Nós ainda precisaríamos de dinheiro?
Se nós, na verdade, vamos precisar responder a todas essas questões é uma questão em debate. Muitos especialistas acham que preocupações como grey goo e trans-humanos são muito prematuras, e provavelmente desnecessárias. Mesmo assim, a nanotecnologia vai continuar, definitivamente, a nos impactar à medida que aprendermos mais sobre o enorme potencial da nanoescala.

(Fonte: outrapolitica)



Grude apocalíptico


Eric Drexler, o homem que introduziu a palavra nanotecnologia, apresentou uma visão apocalíptica - o mal funcionamento de nanorrobôs autorreplicadores, duplicando a si mesmos um trilhão de vezes mais, rapidamente consumindo o mundo inteiro à medida que eles tiram carbono do ambiente para construir mais de si mesmos. Isso é chamado de  cenário "gray goo" , em que um dispositivo sintético de tamanho nanométrico substitui todo o material orgânico do planeta. Outro cenário envolve nanodispositivos feitos de material orgâncio, varrendo a Terra do mapa - o cenário "green goo".

(Artigo de Kevin Bonsor e Jonathan Strickland)

O mundo nanotecnológico – Parte I – Percepções de nanoescala


O mundo nanotecnológico – Parte II - Produtos com nanotecnologia

O mundo nanotecnológico – Parte II - Produtos com nanotecnologia

Você pode se surpreender ao descobrir quantos produtos no mercado já estão se beneficiando da nanotecnologia.

Usando nanotecnologia, engenheiros da Bridgestone criaram o Quick Response Liquid Powder Display, uma tela digital flexível (Fonte: ciencia.hsw)


Protetor solar - Muitos protetores solares contêm nanopartículas de óxido de zinco ou de óxido de titânio. As fórmulas mais antigas de protetores usam partículas maiores, que é o que dá à maioria dos protetores sua cor esbranquiçada. Partículas menores são menos visíveis, o que quer dizer que quando você esfregar o produto na sua pele, ele não vai proporcionar uma cor esbranquiçada.
Vidro autolimpante - Uma empresa chamada Pilkington oferece um produto que ela chama de Activ Glass, que usa nanopartículas para fazer vidro fotocatalítico e hidrófilo. Por causa do efeito fotocatalítico, quando a radiação UV da luz atinge o vidro, as nanopartículas ficam energizadas e começam a quebrar e a soltar moléculas orgânicas no vidro (em outras palavras, sujeira). Com o efeito hidrófilo, quando a água faz contato com o vidro, ela se espalha pelo vidro igualmente, lavando e limpando o vidro.

Alguns protetores solares já vêm com nanopartículas de óxido de zinco que evitam a cor esbranquiçada do produto (Fonte: ciencia.hsw)


Vestuário - Cientistas estão usando nanopartículas para melhorar seu vestuário. Ao cobrir os tecido com uma fina camada de nanopartículas de óxido de zinco, os fabricantes podem criar roupas que dão melhor proteção contra a radiação UV. Algumas roupas têm nanopartículas na forma de pequenos cabelos ou pelos que ajudam a repelir a água e outros materiais, tornando a roupa resistente a manchas.
Cobertura resistente a arranhões - Engenheiros descobriram que adicionar nanopartículas de silicato de alumínio a coberturas plásticas resistentes a arranhões tornam o revestimento mais eficaz, aumentando a resistência a arranhões e a lascas. As coberturas resistentes a arranhões são muito comuns - de carros a lentes de óculos.
Curativos antimicrobianos - O cientista Robert Burrell criou um processo para fabricar curativos antibacterianos usando nanopartículas de prata. Os íons da prata bloqueiam a respiração celular dos micróbios [fonte: Burnsurgery.org]. Em outras palavras, a prata sufoca as células prejudiciais, matando-as.
Limpadores de piscinas e desinfetantes - A EnviroSystems, Inc. desenvolveu uma mistura (chamada nanoemulsão) de gotas de óleo de tamanho nanométrico com bactericida. As partículas de óleo aderem à bactéria, tornando o bactericida mais eficiente e eficaz.
Novos produtos incorporando nanotecnologia estão surgindo todos os dias. Tecidos resistentes a rugas, cosméticos de penetração profunda, LCDs e outras conveniências usando nanotecnologia estão no mercado. Antes de nos darmos conta, veremos dúzias de outros produtos que tiram vantagem da nanotecnologia, abrangendo de microprocessadores Intel a bio-nano baterias, capacitores de apenas uns poucos nanômetros de espessura. Embora isso seja excitantes, é apenas a ponta do iceberg de como a nanotecnologia vai nos impactar no futuro.

Tênis, alguém?


(Fonte: atuanano)


A nanotecnologia está causando um grande impacto no mundo do tênis. Em 2002, a companhia de raquetes de tênis Babolat lançou a raquete VS Nanotube Power. Feita de nanotubo de grafite reforçado com nanotubos de carbono, a raquete era muito leve e muitas vezes mais forte que o aço. Enquanto isso, a fabricante de bolas de tênis Wilson lançava a bolinha Double Core. Essas bolas têm uma cobertura de nanopartículas de argila no núcleo interno. A argila age como um selante, fazendo com que seja muito difícil que o ar escape da bola

Na próxima parte desse artigo, vamos ver algumas das coisas incríveis que a nanotecnologia nos reserva.

(Artigo de Kevin Bonsor e Jonathan Strickland)


O mundo nanotecnológico – Parte I – Percepções de nanoescala


O mundo nanotecnológico – Parte III - O futuro da nanotecnologia

O mundo nanotecnológico – Parte I – Percepções de nanoescala

            Há uma convergência multidisciplinar sem precedentes de cientistas dedicados a estudar um mundo tão pequeno que nós não conseguimos ver - mesmo com a luz de um microscópio. Esse mundo é o campo da nanotecnologia, o reino dos átomos e das nanoestruturas. A nanotecnologia é tão nova que ninguém sabe ao certo o que virá dela. Mesmo assim, predições variam da capacidade de reproduzir coisas como diamantes e comida ao mundo sendo devorado por nanorrobôs que se replicam sozinhos.


(Fonte: ibr-online)

Para entender o mundo incomum da nanotecnologia, precisamos ter uma ideia das unidades de medida envolvidas. Um centímetro é um centésimo de um metro, um milímetro é um milésimo de um metro e um micrometro é um milionésimo de um metro, mas todas essas ainda são grandes comparadas à nanoescala. Um nanômetro (nm) é um bilionésimo de um metro, menor que o comprimento de onda da luz visível e um centésimo de milésimo da largura de um fio de cabelo humano.
        Mesmo sendo tão pequeno quanto é, um nanômetro ainda é grande comparado à escala atômica. Um átomo tem um diâmetro de cerca de 0,1 nm. O núcleo de um átomo é muito menor - cerca de 0,00001 nm. Átomos são os blocos de construção de toda a matéria no nosso Universo. Você e tudo o mais à sua volta são feitos de átomos. A natureza aperfeiçoou a ciência da fabricação de matéria em nível molecular. Por exemplo, nossos corpos são montados de uma maneira específica por milhões de células vivas. As células são as nanomáquinas da natureza. Na escala subatômica, os elementos estão no seu nível mais básico. Na nanoescala, potencialmente nós podemos colocar esses átomos juntos para fazer quase qualquer coisa.


Relações de medidas nanométricas (Fonte: cienciahsw)

Em um seminário chamado Small Wonders: The World of Nanoscience (Pequenas Maravilhas: O Mundo da Nanociência), Horst Störmer, ganhador do prêmio Nobel, disse que a nanoescala é mais interessante que a escala atômica porque é o primeiro ponto onde podemos montar algo - pelo menos até começarmos a juntar os átomos e fazermos alguma coisa útil.
Neste artigo, vamos aprender o que a nanotecnologia significa nos dias de hoje e que futuro da nanotecnologia ela nos reserva. Também veremos os riscos potenciais do trabalho em nanoescala.

O mundo em nanoescala


(Fonte: cienciahsw)


Os especialistas às vezes discordam sobre o que constitui a nanoescala, mas em geral, você pode pensar em nanotecnologia lidando com quaisquer medidas entre 1 nm e 100 nm. Maior que isso é micro-escala, e menor que isso é escala atômica.
A nanotecnologia está rapidamente se tornando um campo intermultidisciplinar. Biólogos, químicos, físicos e engenheiros estão envolvidos no estudo de substâncias à escala nanométrica. Störmer espera que as diferentes disciplinas desenvolvam uma linguagem comum e se comuniquem entre si. Só então, ele diz, nós efetivamente ensinaremos nanociência, já que você não pode compreender o mundo da nanotecnologia sem uma base sólida em múltiplas ciências.
Um dos aspectos excitantes e desafiadores da nanoescala é o papel que a mecânica quântica representa nela. As regras da mecânica quântica são muito diferentes da física clássica, o que significa que as substâncias à nanoescala podem, às vezes, contradizer o senso comum ao comportar-se de forma errática. Você não pode andar até uma parede e imediatamente se teleportar para o outro lado, mas à escala nanométrica um elétron pode - isso é chamado tunelamento de elétrons. Substâncias que são isolantes (elas não podem carregar corrente elétrica), podem se tornar semicondutoras quando reduzidas à nanoescala. Pontos de derretimento podem mudar devido a um aumento da área de superfícies. Muito da nanociência exige que você esqueça o que você sabe e comece a aprender tudo de novo.

Engenheiro da Intel observa bolacha de silício contendo vários chips de 45 nanômetros (Fonte: cienciahsw)


Então o que isso tudo quer dizer? No momento, isso significa que os cientistas estão experimentando com substâncias à nanoescala para aprender sobre suas propriedades e como nós poderemos ser capazes de tirar vantagem delas em várias aplicações. Os engenheiros estão tentando usar nanofios para criar microprocessadores menores e mais poderosos. Médicos estão procurando formas de usar as nanopartículas em aplicações médicas. Temos ainda um longo caminho a percorrer antes que a nanotecnologia domine os mercados da tecnologia e da medicina.
        À nanoescala, os objetos são tão pequenos que não podemos vê-los - mesmo à luz do microscópio. Os nanocientistas têm de usar ferramentas como microscópio de varredura de tunelamento ou microscópios de força atômica para observar qualquer coisa à nanoescala. Os microscópios de varredura de tunelamento usam uma corrente elétrica fraca para investigar o material escaneado. Os microscópios de força atômica varrem as superfícies com uma ponta incrivelmente delicada. Os dois microscópios enviam os dados para um computador, que pode montar a informação e projetá-la graficamente no monitor

 

Nanofios e nanotubos de carbono


(Fonte: cience.hsw)


Atualmente, os cientistas descobriram duas estruturas de tamanho nanométrico de especial interesse: nanofios e nanotubos de carbono. Os nanofios são fios com um diâmetro muito pequeno, às vezes de 1 nanômetro. Os cientistas esperam usá-los para construir transistores minúsculos para chips de computador e outros dispositivos eletrônicos. Nos últimos dois anos, os nanotubos de carbono têm ofuscado os nanofios. Nós ainda estamos aprendendo sobre essas estruturas, mas o que sabemos até agora é muito excitante.
Um nanotubo de carbono é um cilindro de átomos de carbono de tamanho nanométrico. Imagine uma folha de átomos de carbono, que se pareceria com uma folha de hexágonos. Se você enrolasse essa folha formando um tubo, você teria um nanotubo de carbono. As propriedades de um nanotubo de carbono dependem de como você enrola a folha. Em outras palavras, embora todos os nanotubos de carbono sejam feitos de carbono, eles podem ser muito diferentes de uns dos outros, dependendo de como você os alinha os átomos individuais.

Nanotubos de carbono em multicamadas: mais fortes que o aço, com um sexto do peso (Fonte: cience.hsw)


        Com a organização correta de átomos, você pode criar um nanotubo de carbono que é centenas de vezes mais forte que o aço, porém seis vezes mais leve. Engenheiros planejam fazer material de construção com nanotubos de carbono, especialmente para coisas como carros e aviões. Veículos mais leves significariam melhor eficiência de combustível e a força adicionada se traduz no aumento da segurança do passageiro.
Os nanotubos de carbono também podem ser semicondutores eficazes com o arranjo correto de átomos. Cientistas ainda estão trabalhando na descoberta de formas de fazer dos nanotubos de carbono uma opção realística para transistores em microprocessadores e outros eletrônicos.

Grafite x Diamante


Dependendo da maneira como seus átomos são arranjados, o carbono pode se transformar em grafite ou em diamante
(Fonte: cienciahsw)

Qual a diferença entre grafite e diamante? Os dois materiais são feitos de carbono, mas ambos têm propriedades amplamente diferentes. O grafite é mole; diamante é duro. O grafite conduz eletricidade, mas os diamantes são isolantes e não conduzem eletricidade. O grafite é opaco; os diamantes são geralmente transparentes. Grafite e diamantes têm essas propriedades por causa da maneira como os átomos de carbono se ligam à escala nanométrica.
        Na próxima parte desse artigo vamos dar uma olhada nos produtos que estão pegando carona na nanotecnologia.

(Artigo de Kevin Bonsor e Jonathan Strickland)

O mundo nanotecnológico – Parte II - Produtos com nanotecnologia


O mundo nanotecnológico – Parte III - O futuro da nanotecnologia

http://opiniaomijiniana.blogspot.com.br/2011/11/o-mundo-nanotecnologico-parte-iii-o.html

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O uso tecnológico e doméstico dos ratos do mar

O rato do mar, (aculeata Aphrodita) é um verme poliqueta marinho encontrado no Atlântico Norte, Mar do Norte, o Mar Báltico e o Mediterrâneo. Ele pode viver em pisos enlameados do mar até cerca de 1000m.

(Fonte: lancashiremcs)


Seu corpo é coberto por um denso tapete de cerdas (pêlos), de qual o nome "rato do mar" deriva. Seu nome científico é tirado de Afrodite, deusa grega do amor. Eles podem crescer até 20 cm e são carnívoros ativos, eles alimentam de outras poliquetas, como Nereis, que pode ser até três vezes o comprimento do seu tamanho. Os tópicos iridescentes ou cerdas que emergem de seus preteridos são uma das suas características únicas. Normalmente, estas cerdas têm um brilho vermelho, alertando os predadores, mas quando a luz brilha sobre eles perpendicularmente, eles resplandecem em verde e azul. As cerdas são feitas de milhões de cristais submicroscópicos que refletem e filtram a luz tênue das profundezas do oceano. Um verme marinho simples na forma, mas que pode dar grandes contribuições para a engenharia ótica e deter a chave para novas tecnologias de comunicação do futuro.

(Fonte: suedaly)

(Fonte: suedaly)


Inclusive, pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega descobriram uma saída para a produção de fios nano em alta escala e em comprimentos cerca de 100 vezes maiores do que os fabricados atualmente. Isso seria possível graças a algumas características peculiares do rato do mar. Segundo a publicação especializada The NewScientist, os canais ocos localizados nas laterais do animal, de onde partem cerdas que funcionam como sistema de percepção do ambiente, podem ser utilizados como moldes para a construção de fios nano. Por conta disso, uma experiência realizada com o rato do mar concluiu que, utilizando seus canais ocos como molde, podem-se produzir fios nano de até 2 cm de comprimento. Atualmente, a tecnologia para a construção destes fios, além de cara, consegue fazer fios somente de até 0,2 cm de comprimento.

(Fonte: ispot)

(Fonte: marlin.ac)


Apesar desta possibilidade de avanço na área da nanotecnologia graças ao rato do mar, pouco se sabe ainda sobre este bicho. Seus espinhos têm aspectos físicos peculiares e interessantes. Pesquisadores no Reino Unido e Austrália disseram que esse animal tem uma técnica que poderia ser copiada para desenvolver sistemas fotônicos Hi-Tech. O rato do mar tem espinhos que normalmente aparecem com o fundo de cor vermelha. Mas quando a luz incide sobre uma coluna perpendicular ao seu eixo, essas listras se mostram em diferentes cores - indo do azul ao esverdeado. Na revista científica Nature, os cientistas liderados por McPhedran Ross, da Universidade de Sydney, na Austrália, disseram: A estrutura simples responsável por este efeito é um exemplo notável de engenharia fotônica para um organismo vivo. A Fotônica é a ciência da geração, controle e detecção de fótons, em particular no espectro visível e infravermelho próximo, mas que também se estende a outras porções do espectro, incluindo o ultravioleta (longitude de onda de 0,2 - 0,35 µm), infravermelho de onda larga (8 - 12 µm) e infravermelho distante (75 - 150 µm), onde atualmente estão sendo desenvolvidos de maneira ativa os lasers de cascata quântica. A fotônica surge como resultado dos primeiros semicondutores emissores de luz inventados em princípios de 1960, em General Electric, MIT Lincoln Laboratory, IBM, e RCA e viabilizados na prática por Zhores Alferov e Dmitri Z. Garbuzov e colaboradores que trabalhavam no Ioffe Physico-Technical Institute e quase simultaneamente por Izuo Hayashi e Mort Panish que trabalhavam nos Bell Telephone Laboratories.

(Fonte: skaphandrus)


Este efeito é um exemplo notável de engenharia fotônicas em um organismo vivo. Os pesquisadores investigaram essas habilidades fotônicas no rato-do-mar montando uma espinha em resina, cortando em seções e examinando sob um microscópio eletrônico. Eles descobriram que a coluna era composta de inúmeros cilindros hexagonais, empilhados em camadas para formar um cristal de estrutura semelhante. Cada cilindro é apenas uma fração do comprimento de onda da luz de diâmetro. Notavelmente, esses espinhos manipulam a luz com quase 100% de eficiência. Os espinhos são feitos de proteínas e têm um papel defensivo. Suas variações de cores são como um aviso aos predadores. O coeficiente de reflexão é alto nos espinhos que parecem ser um produto tirado do seu próprio habitat. O rato do mar existe desde as áreas rasas até as profundezas abissais do Oceano Atlântico Norte e do mar Mediterrâneo, tendo sido encontrado em mais de 2.000 metros abaixo do nível do mar. Abaixo de algumas centenas de metros onde há pouca luz que chega ao fundo do oceano, assim, para que os espinhos sejam eficazes, eles devem fazer um melhor uso de cada pedaço de luz disponível, disse o co-investigador Dr. Andrew Parker, da Universidade de Oxford. Embora a fotônica dos espinhos sejam elegantes e sofisticadas, os próprios espinhos são bem simples. O rato expulsa o material de sua coluna de maneira tão fácil quanto um bicho-da-seda produz a seda. Devido ao seu tamanho e design, e aos cilindros hexagonais nas espinhas, o rato do mar pode transmitir a luz com muito mais eficácia do que fibras ópticas.

(Fonte: mundogump)


Os investigadores sugeriram que o crescimento similar dos filtros ópticos por automontagem molecular pode ser possível. Estas estruturas podem ter aplicação em comunicações fotônicas, onde há grande interesse na fabricação de fibras de cristal fotônico com morfologia semelhante, como essa do rato do mar.

(Fonte: mundogump)


           Além da utilidade desses vermes para ciência, algumas pessoas os tem criado como bicho de estimação, por incrível que pareça. Pelo que parece esses bichos também são capazes de sobreviver fora da água, assim como os ouriços do mar e, por suas características exóticas e o pouco conhecimento da sua existência pelas pessoas, muitos têm optado por adquirir esse estranho animal para domesticar. Se você gosta de ter pets bem fora do convencional, eis aqui uma ótima opção se criar.

(Fonte: mundogump)

(Fonte: mundogump)


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